Cibersegurança preventiva: protegendo sua empresa de ataques em 2026

Assim como os ataques cibernéticos estão mudando e ficando mais sofisticados, com os cibercriminosos encontrando novas maneiras de atacar ambientes empresariais, foi necessário que houvesse uma mudança na abordagem da proteção do ambiente.
A defesa reativa mostrou-se insuficiente ao longo dos anos, além de gerar altos custos. Por isso, cada vez mais fala-se da cibersegurança preventiva, assunto do artigo de hoje.
O que é a cibersegurança preventiva?
Também chamada de Preemptive Cybersecurity (PCS), ela é uma abordagem de segurança cibernética que visa neutralizar ameaças antes que elas atinjam sistemas que está sendo adotada nos últimos anos por ser um modelo mais moderno e otimizado para proteger os ambientes digitais das empresas de ataques cibernéticos.
Por muito tempo, a cibersegurança trabalhava de forma reativa. Um ataque acontecia e a equipe reagia para o conter. Durante um período, este método até funcionou, porém com a rápida transformação digital, essa abordagem foi ficando cada vez mais obsoleta, ineficiente e perigosa.
O que antes parecia eficiente, passou a ser como apagar grandes incêndios com um balde de água. O aumento das superfícies de ataques com novos dispositivos se conectando por meio das redes, wi-fi, IoT (Internet Of Things) e trabalho remoto mostrou que o perímetro digital não existia mais, e as ações criminosas poderiam vir de qualquer lugar.
Assim, tornou-se muito mais fácil para cibercriminosos entrarem nos ambientes empresariais e, na maioria das vezes, passarem despercebidos até ser tarde demais.
Neste contexto, surgiu a cibersegurança preventiva, que ao contrário da reativa, tem o intuito de evitar que os ataques aconteçam. Por meio de medidas proativas, ela identifica padrões anômalos, corrige vulnerabilidades antes que sejam exploradas e insere ações que impedem que cibercriminosos consigam entrar no ambiente e fazer danos.
Quais foram as mudanças que levaram à cibersegurança preventiva ?
A aceleração digital teve um grande impacto na cibersegurança. Se a superfície de ataque aumenta, consequentemente, teremos mais cibercrimes. Ao mesmo tempo que tivemos avanços que trouxeram grandes benefícios, para os agentes maliciosos, também foi como abrir um novo parque de diversões.
A seguir, entenda algumas tecnologias que apresentam riscos para as empresas e se tornaram fatores importantes para a abordagem preventiva:
1 - Computação em cloud
Esse novo modelo trouxe possibilidades inovadoras que variam muito de acordo com a necessidade do negócio.
Porém, sua disponibilidade via internet e modelo sob demanda trouxe mais vulnerabilidades, uma vez que é uma infraestrutura baseada no Modelo de Responsabilidade Compartilhada (Shared Responsibility Model) e há outras brechas que demandam um tipo de segurança mais específica, voltada especialmente para este padrão.
2 - Aplicações
As aplicações são programas ou softwares web ou para dispositivos móveis, desenvolvidas para executar uma função específica ou agilizar diversas tarefas.
Atualmente, é praticamente impossível pensar em fazer algo por meio de um dispositivo sem usar uma aplicação. Para cada tarefa específica, haverá uma aplicação que irá otimizar este trabalho, algo quase inimaginável há alguns anos, tanto pela demora para desenvolvê-las quanto por serem pesadas e demoradas.
Essa realidade mudou, mas é necessário muito cuidado. Baixar aplicações somente de sites oficiais e confiáveis e mantê-las atualizadas são ações que devem ser políticas da empresa, pois são meios de cibercriminosos instalarem malwares e, assim, entrarem nos ambientes corporativos. A shadow IT, por exemplo, é um dos problemas enfrentados por administradores de TI.
3 - Integração da TI
Com o mundo altamente digital, para as empresas conseguirem lidar com a alta demanda de fluxos, dispositivos, dados e aplicações, a integração da TI se tornou fundamental. Ou seja, tudo se tornou interconectado.
Ao mesmo tempo que isso trouxe o benefício de toda a infraestrutura trabalhar em conjunto, gerou um novo problema: se um ataque acontecer, o criminoso terá acesso a tudo. Por isso, cada vez mais, a visibilidade completa do ambiente é fundamental.
4 - Dependência de terceiros
Muitas corporações não possuem uma equipe completa ou até mesmo uma equipe própria de TI. Devido a sua gestão ficar cada vez mais complexa, muitas preferem terceirizar esse serviço para empresas especializadas.
No entanto, esse modelo pode aumentar o risco de cibercrimes e vazamentos de dados se a gestão e monitoramento não forem bem alinhados, determinando o papel de cada parte.
5 - Aceleração de ataques por IA
A utilização massiva da inteligência artificial também mudou os ciberataques. Cibercriminosos estão usando essa ferramenta para criar ataques massivos de engenharia social, além de malwares e vírus adaptativos que burlam soluções de detecção.
Zero Trust: entenda essa abordagem de segurança preventiva
"Nunca confie, sempre verifique". Essa é a máxima da abordagem Zero Trust. Nesse tipo de segurança, acredita-se que nenhum dispositivo ou entidade é confiável até que sua identidade seja verificada.
Antes das mudanças de perímetro, todos que estavam dentro da rede eram considerados confiáveis. Porém, não se pode mais acreditar que todos no ambiente são quem dizer ser até que haja todas as autenticações para lhes conceder acesso.
Esse processo traz mais confidencialidade, previne vazamento de dados e garante que todos são quem dizem ser, reduzindo os riscos de movimentos laterais dentro das organizações, garantindo que usuários e dispositivos tenham acesso apenas aos recursos estritamente necessários para suas funções, limitando o raio de alcance de uma possível invasão.
Conheça o conceito dos 3 D's pelo Gartner
A cibersegurança preventiva é o modo mais assertivo para proteger as empresas dos ataques cibernéticos crescentes. O Gartner prevê que até 2030, 50% dos gastos de segurança cibernética serão para este modelo.
Assim, ele também recomenda que as soluções preventivas possuam os recursos com os 3 D's: deny, deception e disrupt (negar, dissimulação e interromper).
1 - Deny (negar)
O primeiro D refere-se a negar o acesso antes do ataque, ou seja, impedir que invasores tenham a oportunidade de chegar aos recursos que são seus alvos.
Aqui, são inseridas barreiras que bloqueiam o acesso a ativos e informações, impossibilitando que o atacante adentre o ambiente ou se mova por ele.
2 - Deception (dissimulação)
Enquanto a equipe de TI possui visibilidade completa do ambiente e sabe de tudo que está acontecendo, o objetivo é o oposto para o invasor.
Utilize recursos que irão enganar os atacantes, como iscas, manobras de distração e ilusões para os despistar. Enquanto eles tentam atacar alvos falsos, os ativos críticos continuam seguros.
3 - Disrupt (interromper)
Esse passo diz repeito à interrupção do ataque enquanto ele acontece.
Aqui, é de extrema importância usar soluções que identifiquem anomalias em tempo real e façam monitoramento contínuo, pois a qualquer sinal de comportamentos anômalos, irá soar alertas e o ataque pode ser interrompido ainda no início.
Por que é necessário implementar a cibersegurança preventiva?
Reagir depois do ataque tem se mostrado cada vez menos efetivo. Além dos custos para conter os danos estarem ficando muito altos, há diversos outros pontos negativos mostrando para as empresas que já passou do momento de se prevenir ao invés de remediar.
Agora, vamos entender porque a prevenção está se tornando o padrão de cibersegurança.
1 - Prevenção para vazamento de dados
As empresas se tornaram o alvo principal dos cibercriminosos pelo grande número de informações sensíveis armazenadas, sejam dados de clientes até estratégias de negócios.
Em mãos criminosas, essas informações tornam-se em um potencial ganho financeiro, seja vendendo-as ou aplicando golpe de resgate, o ransomware.
2 - Prejuízos financeiros
Ser alvo de um ciberataque gera altos custos. Além dos valores gastos para recuperar e normalizar os sistemas, o tempo de paralisação afeta o negócio negativamente, pois ele está perdendo receita enquanto usuários não conseguem usar as plataformas.
Além disso, em caso de vazamento de dados, há multas aplicadas devido à regulamentações e LGPD, ressarcimento de usuários e, em alguns casos, empresas que perdem mais dinheiro ao pagar pedidos de ransomware.
3 - Danos reputacionais
Empresas que são alvos frequentes de ataques digitais criminosos acabam sofrendo com a perda reputacional, afinal, os clientes não confiarão em contratar seus serviços, uma vez que não se sentirão seguros de que seus dados e acessos não irão vazar.
4 - Paralisação das operações
Ao sofrer um ataque, não será possível determinar a extensão do dano sofrido de forma imediata. Pode levar poucos minutos até horas. De qualquer forma, uma paralisação de atividades, dependendo do setor e onde afetou, pode levar a grandes perdas financeiras ou causar um efeito dominó no ambiente.
Boas práticas para a cibersegurança preventiva
Apesar de parecer complexo - afinal, como parar algo que nem começou? - essa abordagem é uma cultura que pode ser implementada nas empresas com alguns passos:
Monitoramento contínuo e em tempo real
Essa prática é fundamental para uma cibersegurança proativa, e que fará toda a diferença. O monitoramento do seu ambiente tem que ser a todo momento, sem intervalos, e em tempo real, para que possa detectar qualquer mínima atividade que pareça fora do padrão.
Análise de comportamento do usuário e entidade (UEBA)
Uma solução que integra UEBA (User and Entity Behavier Analytics) é uma forma de detectar atividades anômalas e impedir que agentes de ameaças consigam fazer ataques bem sucedidos. Detecte e mitigue atividades maliciosas que saem do padrão de forma proativa, e seja notificado imediatamente.
Criação de políticas de segurança
Implemente regras para manter os usuários e sistemas seguros, como uso de senhas fortes, MFA (autenticação multifator), acesso limitado a dados, segurança de aplicações e navegadores, entre outros.
Segurança de endpoints
Os endpoints são um dos meios que os cibercriminosos mais usam para conseguir acesso às corporações. Isso porque usuários que não são bem treinados acabam deixando passar diversas proteções que deveriam ser implementadas e acabam virando brechas.
Instale antivírus e anti-malwares, faça atualizações de patches frequentes, bloqueie sites e aplicações não confiáveis e previna vazamento e perda de dados.
Treinamento e conscientização
A conscientização de colaboradores é algo constante. Novas ameaças estão saindo frequentemente, ainda mais com o uso da inteligência artificial.
É necessário educá-los sobre os riscos de ataques cibernéticos e por que políticas internas e boas práticas são necessárias, para que entendam sua importância e saibam aplicá-las não só no âmbito corporativo, mas pessoal também.
Soluções da ManageEngine que auxiliam na cibersegurança preventiva
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O Log360 é a nossa solução de cibersegurança completa, com todos os recursos necessários para detectar e mitigar ataques antes que eles aconteçam. Entre seus recursos, estão:
Detecção de incidentes em tempo real
Inteligência de ameaças
Análise de comportamento de usuário e entidade (UEBA)
Monitoramento de segurança em tempo real
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