Como fazer a gestão de IPs (IPAM) entre ambientes cloud e on-premises?

As empresas estão, cada vez mais, investindo na infraestrutura de nuvem híbrida, que combina a segurança e o controle de uma infraestrutura local com a escalabilidade da cloud.

Mas essa infraestrutura híbrida exige um bom planejamento e uma boa gestão, principalmente quando falamos da gestão de IPs (IPAM). Isto é: evitar conflitos e sobreposição de endereços IP entre diferentes segmentos e ambientes da rede, manter a visibilidade sobre o uso e garantir uma distribuição inteligente dos endereços IP.

No artigo de hoje, vamos entender como realizar a gestão de IPs em ambientes híbridos e como a ManageEngine pode te ajudar a alcançar um gerenciamento eficiente. Continue lendo!

O que é a gestão de endereços IP?

Um endereço IP (sigla para Protocolo de Internet) é uma sequência numérica, única e lógica para identificar cada dispositivo conectado à internet. É como um CPF próprio para sua máquina: permite que computadores, roteadores e servidores se encontrem e consigam se comunicar, sem haver perda de dados.

É importante destacar que todos os dispositivos que se conectam à rede possuem um endereço IP, não só necessariamente um computador. Isso engloba também uma máquina virtual (VM), um contêiner Kubernetes, leitores de catraca, fechaduras eletrônicas e por aí vai.

Nesse contexto, o IPAM se faz imprescindível para as organizações de qualquer setor. A gestão de IPs se concentra em planejar, rastrear e automatizar a alocação e o uso de IPs dentro de uma rede.

Outra função importante dessa disciplina é a integração com DNS e DHCP, dois outros serviços fundamentais para estabelecer a comunicação entre dispositivos.

Indo além do IPAM: o conceito de DDI e como ele é fundamental para sua infraestrutura   

Para que sua rede funcione de forma fluida em qualquer ambiente, o gerenciamento de endereços IPs não pode existir isoladamente. É aqui que entra a Tríade DDI (DNS, DHCP e IPAM): uma arquitetura com três protocolos diferentes, em que cada um desempenha um papel para garantir a conectividade.

Entenda o papel de cada um abaixo:

DNS: Domain Name System

Você provavelmente se lembra de vários endereços de sites de cabeça, como o google.com ou o youtube.com. Isso faz sentido porque nós, humanos, nos lembramos muito mais de palavras e sequências de palavras.

Mas as máquinas conversam por números (IPs). Toda vez que você digita um endereço de um website, o seu navegador sabe qual é o endereço numérico que você está tentando acessar.

Essa é a funcionalidade do DNS: traduzir os endereços IP de sequências numéricas (172.217.29.196) para palavras (google.com).

DHCP: Dynamic Host Configuration Protocol 

O DHCP é um protocolo que atribui automaticamente um endereço IP a qualquer dispositivo que solicita uma conexão dentro de determinada rede.

Esse protocolo automatiza a atribuição dos endereços IPs, reduzindo a necessidade de configuração manual, uma vez que temos um número maior de tipos de dispositivos (desde servidores até câmeras de segurança) que precisam se conectar à rede.

Assim que o dispositivo tenta se conectar,  é enviada uma requisição para o servidor DHCP, que retorna com um endereço IP.

Então, resumidamente:

  • O protocolo DNS transforma os endereços IP em palavras, principalmente para facilitar a navegação do usuário na internet;

  • O protocolo DHCP envia um endereço IP para todo dispositivo que se conecta a uma rede, já que isso é fundamental para estabelecer uma conexão viável;

  • E o IPAM é a disciplina que gerencia todos esses endereços para evitar duplicação ou sobreposição.

Como os tipos de endereço IPs são distribuídos em cada ambiente? 

  • Em redes locais simples: o gerenciamento básico é feito pelo roteador via protocolo DHCP. No entanto, em redes corporativas maiores, o roteador não suporta a carga, exigindo servidores DHCP dedicados;

  • Em redes fatiadas por VLANs: para evitar que todos os departamentos fiquem na mesma rede, switches gerenciáveis dividem a infraestrutura física em redes lógicas (ex.: VLAN 10 para TI, VLAN 20 para Financeiro). Cada VLAN recebe seu próprio escopo de DHCP e faixa de IP, isolando o tráfego;

  • Em redes virtualizadas: o controle sai do roteador físico e passa para o software de virtualização, que executa um DHCP virtual para atribuir IPs às máquinas virtuais (VMs) em sub-redes isoladas.

O gerenciamento de IPs em redes VPCs (Virtual Private Cloud) segue a mesma lógica das redes virtualizadas; o que muda é a forma como esses recursos são implementados e gerenciados dentro da infraestrutura do provedor de nuvem. A VPC atua como uma extensão virtual isolada do seu data center dentro de um provedor de nuvem pública.

Como o IPAM desempenha um papel importante dentro das organizações

Pense na infraestrutura de um hospital: além de possuir computadores dentro das salas de atendimento, ainda existe uma série de equipamentos médicos que se conectam à rede. Monitores que acompanham batimentos cardíacos, bombas de infusão para controlar a dosagem de medicamentos, respiradores artificiais que emitem alertas sobre o estado respiratório do paciente, etc.

Há também todas as diretrizes de segurança, como câmeras, catracas, portas com controle de acesso e relógio de ponto.

Se todos esses dispositivos, além daqueles de TI, precisam se conectar com a rede, imagine o quão complicado é tentar gerenciar essa quantidade de endereços IP manualmente.

Ou, ainda, se não houver uma gestão de fato, muito provavelmente nenhum setor conseguirá funcionar de maneira adequada.

A disciplina de IPAM tornou-se ainda mais essencial depois da chegada da Internet das Coisas (IoT), porque o número de aparelhos que possuem acesso à internet aumentou drasticamente.

Gerenciar endereços IP significa garantir estabilidade, segurança, conectividade e conformidade para todos que acessam sua rede local — e não só para a equipe de TI.

Quais são as diferenças entre a gestão de IPs em ambientes cloud e on-premises?

Não existe diferença entre um endereço IP cloud e um endereço IP on-premises.

O objetivo do IPAM continua o mesmo, independentemente do tipo de ambiente que sua empresa possui: atuar como uma fonte para planejar, alocar, rastrear, auditar e evitar conflitos de endereços IP na rede.

O que vai mudar é a dinâmica de cada ambiente, sendo que as infraestruturas em cloud tendem a se transformar com mais velocidade e volatilidade. Essas rápidas mudanças, porém, são o que vão exigir uma ferramenta de IPAM moderna.

Entenda as principais diferenças entre esses dois tipos de ambientes no que diz respeito à gestão de endereços IP:

1. Volatilidade dos ativos

No ambiente on-premises, o ciclo de vida da maioria dos ativos é previsível e estático. Switches, servidores e roteadores podem manter o mesmo endereço IP por meses ou anos.

Já na cloud, é muito mais comum precisarmos levar em conta as instâncias virtuais e contêineres em clusters Kubernetes criados, destruídos ou escalados em questão de minutos ou segundos.

2. Mecanismos de descoberta

A gestão de IPs local apoia-se fortemente em técnicas de varredura periódica (polling), consultas a serviços como DHCP e DNS, além de protocolos e integrações com dispositivos de rede.

Em ambientes cloud, especialmente em infraestruturas híbridas e multicloud, essas técnicas podem ser realizadas por integrações via APIs com os provedores de nuvem.

Em vez de varrer a rede, o IPAM registra eventos em tempo real gerados pelas VPCs,  entendendo o provisionamento de um novo IP no exato momento em que ele é criado.

3. Duplicação de IPs vs. Sobreposição de sub-redes

No ambiente físico, o maior risco operacional é o conflito direto de IP — dois dispositivos utilizando o mesmo endereço na mesma VLAN.

Em cloud, o maior gargalo é a sobreposição de sub-redes. Quando diferentes equipes criam VPCs de forma isolada, é comum utilizarem por padrão as mesmas faixas privadas, que acabam resultando na criação de duas sub-redes iguais. Dessa forma, o roteador não saberá para quem enviar o tráfego, por exemplo.

Por que as planilhas não funcionam mais para o IPAM?

Por mais que o controle de endereços IPs tenha sido realizado por planilhas durante um bom tempo, esse formato de controle não é mais compatível com a estrutura moderna das empresas de hoje em dia.

O primeiro grande problema de gerenciar endereços IP por planilhas é a suscetibilidade a erros humanos. Por ser uma tarefa 100% manual, o risco de esquecer de atualizar quem está usando qual endereço é muito alto.

Quando a tabela está desatualizada, a atribuição do mesmo IP para dois dispositivos diferentes gera duplicidade e conflitos diretos de rede, derrubando a comunicação de máquinas virtuais, VLANs e servidores locais de forma simultânea.

A segunda lacuna de realizar o IPAM manualmente é a falta de governança e conformidade. As planilhas não oferecem auditoria de alterações em tempo real, não realizam a sincronização automática com os serviços de DNS e DHCP e não têm controles de acesso granular.  

DDI Central: a solução da ManageEngine para IPAM moderno e robusto

A infraestrutura de rede das empresas avança e escala com maior velocidade, principalmente pelo número de dispositivos utilizados no dia a dia das operações e que precisam estar conectados à rede. Isso exige uma solução de IPAM moderna, completa e escalável.

É nesse contexto que surge o DDI Central, uma ferramenta projetada para consolidar os serviços de DNS, DHCP e IPAM em uma interface única, independentemente de onde sua infraestrutura esteja hospedada — em data centers locais ou em arquiteturas híbridas.

Tenha visibilidade  total sobre seus endereços IP

O DDI Central realiza a descoberta automática e a varredura contínua de espaço de endereçamento IP tanto em redes físicas locais quanto em ambientes cloud.

Isso garante que cada sub-rede, bloco de IP e dispositivo conectado seja catalogado em tempo real, eliminando o risco de sobreposição de sub-redes e garantindo visibilidade ponta a ponta.

Faça a sincronização em tempo real entre IPAM, DNS e DHCP 

Diferente de abordagens fragmentadas, o DDI Central integra nativamente a orquestração do inventário de IPs aos motores de DNS e DHCP.

Quando uma nova instância é provisionada na nuvem ou um dispositivo local conecta-se à rede, o DDI Central atualiza a alocação no IPAM, concede a alocação via DHCP e registra no DNS.

Esse fluxo automatizado facilita a tradução de nomes de servidores para seus respectivos endereços IP entre o data center físico e as VPCs permaneça sempre operacional e sem erros humanos.

Tenha segurança avançada, auditoria e controle de acesso 

A solução fortalece a segurança e conformidade da empresa ao fornecer auditorias detalhadas do histórico de alterações, controle de acesso baseado em funções (RBAC) e monitoramento de saúde do ecossistema DDI.

Em cenários de resposta a incidentes cibernéticos, o DDI Central correlaciona logs históricos de concessão de IPs com consultas DNS executadas, permitindo rastrear com precisão qual dispositivo ou usuário utilizou determinado IP em qualquer momento do tempo — um requisito essencial para regulamentações como a LGPD e o GDPR.

Agende uma demonstração personalizada do DDI Central e entenda como ele é fundamental para realizar uma gestão unificada de IPs e dos protocolos DNS e DHCP!

Nota: Encontre a revenda da ManageEngine certa. Entre em contato com a nossa equipe de canais pelo e-mail latam-sales@manageengine.com.

Importante: a ManageEngine não trabalha com distribuidores no Brasil.