Downtime: como evitar a indisponibilidade dos seus sistemas

Em 2025, tivemos vários casos de downtimes de grandes empresas que deixaram serviços como iFood, Canva e muitos outros que utilizamos fora do ar. Infelizmente, não foi um caso isolado, e não foi somente uma empresa.
Casos assim estão se tornando cada vez mais frequentes, levantando o questionamento de quão grave pode ser pequenos tempos de indisponibilidade para as empresas, seus impactos e como isso pode ser evitado.
Entenda mais desse assunto no artigo de hoje.
O que é o downtime?
Também conhecido como tempo de inatividade ou de indisponibilidade, o downtime é um período em que sistemas, processos ou atividades importantes da infraestrutura de TI não estão funcionando.
Esse tempo de interrupção pode vir de duas naturezas distintas: os programados e os não programados. O grande problema está no segundo cenário, uma vez que esses eventos ocorrem de forma inesperada e podem ser decorrentes de catástrofes naturais, falhas humanas ou incidentes de segurança, como ciberataques.
O downtime não planejado é muito mais complexo de se resolver, uma vez que as ações imprevistas são mais difíceis de se controlar, principalmente quando as empresas não possuem um bom plano de gestão e recuperação de desastres, o que acaba tornando o tempo de indisponibilidade ainda maior, formando um efeito cascata.
No decorrer deste artigo, iremos entender quais são as consequências da indisponibilidade forçada.
Motivos que levam ao downtime
A TI se tornou fundamental para as empresas operarem e entregarem valor para os clientes. Desde atividades simples, como ter um e-commerce, até infraestruturas críticas, como disponibilidade de armazenamento, serviços e dados, a verdade é que momentos de paradas trazem diversos prejuízos para as organizações.
Portanto, é necessário entender quais as razões que levam a isso para que elas possam ser não só evitadas, mas caso ocorram, planos de contingência estejam preparados e sejam efetivos.
1 - Infraestruturas legadas
Sistemas antigos são difíceis de gerenciar, especialmente quando não estão totalmente integrados com as novas tecnologias do ambiente. Em cenários de altas demandas, esses sistemas podem não suportar picos de acesso, resultando em downtime.
2 - Bugs e falta de atualização
Softwares e aplicações desatualizados podem apresentar brechas de segurança, tornando-se mais vulneráveis. Além disso, essa falta de atualização pode gerar bugs que afetam sua eficácia, prejudicando o seu funcionamento e desempenho.
3 - Manutenções não-periódicas
Em um ambiente de TI, lidamos com diversos equipamentos. Para funcionarem de forma adequada, é necessário que sejam feitas manutenções preventivas. Elas resolvem problemas antes mesmo que eles apareçam, evitando que ocorram downtimes forçados por falhas inesperadas.
4 - Falhas humanas (erros operacionais)
Erros humanos são passíveis de acontecer, principalmente se há muitos processos manuais dentro da empresa. Pequenos equívocos, como um erro de digitação em código, podem causar indisponibilidade.
Erros de configuração representam um fator crítico, principalmente se uma mudança não é devidamente testada e seu impacto não é avaliado previamente.
5 - Desastres naturais
Analisar a localização da sua infraestrutura física é de extrema importância, porque há lugares que são mais suscetíveis a desastres naturais, como inundações, constantes quedas de energia, incêndios, entre outros.
Desastres naturais, mesmo que breves, também afetam a disponibilidade dos serviços. Se não há um estudo e preparo de seu impacto e sua retomada, isso pode se estender de forma muito mais crítica.
6 - Ataques cibernéticos
Atualmente, ataques cibernéticos estão entre as principais causas de paradas não programadas. Seja por meio de ransomwares, ataques DDoS, malwares ou explorando outras vulnerabilidades, empresas se tornaram os alvos preferidos de cibercriminosos por terem um grande volume de dados armazenados.
Consequências do downtime para as empresas
A indisponibilidade da infraestrutura e serviços traz diversos prejuízos para as empresas, pois hoje, além da alta dependência digital para o mercado, os setores também trabalham de forma interconectada.Por isso, muitas vezes, o impacto acaba se estendendo de forma geral para a empresa.
Vamos falar sobre os impactos negativos do downtime:
Produtividade reduzida
Com os sistemas indisponíveis, as atividades internas serão impactadas, uma vez que os colaboradores não terão acesso a softwares, aplicações, filas de chamados e diversos outros recursos importantes para suas funções. Como consequência, as entregas tornam-se mais lentas.
Comprometimento reputacional
Os usuários serão impactados de forma negativa, não podendo acessar serviços ou fazer pedidos, resultando em SLAs atrasados. Além dos impactos internos, os externos geram uma grande dor de cabeça e, dependendo da proporção, pode causar um grande dano reputacional, chegando à perda de clientes.
Geração de custos
A indisponibilidade de sistemas pode gerar impactos financeiros significativos. Quanto maior for o tempo de interrupção, maiores tendem a ser as perdas operacionais e de receita.
Dependendo da criticidade do que ocasionou o downtime, a recuperação pode exigir tempo e recursos significativos, principalmente na ausência de um planejamento prévio para situações como essa. Além disso, pode haver custos adicionais, como multas contratuais, despesas jurídicas e outros prejuízos.
Riscos regulatórios
Regulamentações setoriais e leis exigem que empresas estejam preparadas para diversas situações, principalmente quando há riscos de vazamento de dados. Como sabemos, muitos downtimes são ocasionados por cibercrimes, que visam justamente dados sensíveis.
Além disso, há uma lista de exigências para que uma infraestrutura seja considerada segura, e muitas delas se alinham à conformidade.
Penalidades contratuais
O descumprimento de acordos de nível de serviço (SLAs), atrasos na entrega de serviços ou vazamento de informações dos clientes podem causar penalidades contratuais, o que acaba gerando custos, danos reputacionais e comprometendo a confiança dos clientes.
Vazamento de dados
Principalmente por ataques cibernéticos, o vazamento de dados é um dos impactos mais críticos relacionados a incidentes de indisponibilidade. Porém, ele também pode acontecer de forma indireta, como falta de manutenção, vulnerabilidades não corrigidas ou erros humanos.
Boas práticas para evitar o downtime
Não é porque o tempo de indisponibilidade não é programado, que ele não pode ser evitado. Muitas dessas boas práticas não só evitam o downtime, mas tornam o ambiente mais seguro e disponível.
Monitoramento contínuo
No ambiente complexo de TI, é necessário estar vigilante a todo momento. O monitoramento contínuo é uma forma preventiva de impedir downtimes inesperados, pois pode identificar sinais de degradação da infraestrutura e assim é possível agendar manutenções preventivas.
Soluções de observabilidade com recursos de alerta e thresholds são úteis para identificar esses problemas. Além disso, podem captar desvios fora dos parâmetros, como uso da largura de banda, que podem significar ataques cibernéticos.
Plano de recuperação de desastres
Ter um plano de recuperação de desastres (DRP) testado e sempre atualizado é fundamental, afinal, ele é vital para fazer com que os sistemas voltem a funcionar rapidamente e em segurança.
Agora, imagine se há uma queda em seu ambiente, e a equipe simplesmente não souber nem por onde começar a trabalhar para resolver a falha? Isso só resulta em mais problemas.
Além de ser bem estruturado, o plano deve ser testado e praticado regularmente, garantindo que todos saibam como agir no momento necessário. Um plano bem traçado imagina todos os incidentes que podem acontecer e como resolvê-los da melhor maneira possível, restabelecendo a infraestrutura em sua normalidade.
Trabalhe com backups e redundância
Tendo uma equipe interna de TI ou sendo um serviço terceirizado, certifique-se de que os servidores que estão em suas infraestruturas críticas possuem um backup. Assim, em caso de quedas, os serviços não irão parar.
A redundância também é um pilar fundamental. Todos os componentes de extrema importância devem ser duplicados e, se possível, implemente o failover automático.
Invista em cibersegurança
Não adianta ter uma infraestrutura robusta e fazer todos os passos anteriores se não há proteção para o maior perigo enfrentado pela TI atualmente: os cibercriminosos.
Investir em soluções de cibersegurança é uma exigência não só legal, mas que irá definir seu comprometimento com a empresa e clientes.
A segurança cibernética se tornou tão importante que hoje possui equipes nas corporações dedicadas somente a isso. Por isso, invista em soluções de SIEM, firewalls, sistemas de detecção de intrusão e prevenção, antivírus e antimalware e detecção de anomalias.
Possua um time alinhado
Ter um time que não saiba a importância das ferramentas que possuem, como usá-las ou quando, é a mesma coisa que não ter. Integre seus colaboradores com as soluções que possuem, dando bons treinamentos e atualizações. Explique as necessidades da empresa, os impactos do downtime e como cada passo ajuda a evitá-los.
As competências da equipe são essenciais para a implementação eficaz do Plano de Recuperação de Desastres.
E é claro, trabalhar a conscientização sobre vulnerabilidades e ataques cibernéticos é importante para toda a empresa, não só para aqueles envolvidos em TI.
Métricas importantes para o downtime
As métricas e KPIs são auxílios poderosos se bem implementadas e utilizadas de forma correta, podendo dar insights de onde estão os maiores gaps para que eles possam ser corrigidos.
Existem diversas métricas usadas para indicar a indisponibilidade de uma infraestrutura, muitas delas sendo obtidas por meio de soluções de monitoramento.
Algumas das mais importantes são:
MTTR (Mean Time To Recovery): é um indicador de manutenção que mensura os dados de equipamentos, medindo a sua eficiência. Ele mostra quanto tempo um equipamento ficará parado em caso de reparo, sendo o tempo entre a detecção da falha e a restauração completa do serviço;
MTTF (Mean Time To Failure): tempo médio entre falhas ajuda a determinar a vida útil típica de um ativo, dispositivo ou componente. É muito útil para entender tempos de manutenção preventiva ou troca dos ativos.
MTBF (Mean Time Between Failures): média de tempo entre falhas é o tempo médio decorrido entre dois eventos de inatividade consecutivos.
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Os tempos de indisponibilidade, além de serem difíceis de lidar e restaurar os serviços à normalidade, trazem grandes prejuízos às empresas, principalmente financeiros, um luxo que, no mercado atual, elas não podem se dar.
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