Vírus polimórfico: como funciona e como as empresas podem se proteger

A Inteligência Artificial Generativa (GenAI) trouxe inúmeros benefícios para a população. Atividades foram simplificadas e otimizadas a ponto de algumas pessoas a utilizarem todos os dias. Porém, a tecnologia não tem apenas benefícios.
Diversos cibercriminosos aproveitaram o poder da GenAI para desenvolver crimes com engenharia social cada vez mais realistas. Um deles é o vírus polimórfico, que é capaz de mutações autônomas e automáticas.
Quer saber o que é esse vírus, como ele funciona, como se proteger dele, além de várias outras informações? Continue lendo este artigo.
O que é um vírus polimórfico?
Segundo o dicionário Michaelis, um dos significados de polimorfo é:
Que assume ou passa por várias formas, fases, etc.
Ou seja, podemos entender que o vírus polimórfico é um malware extremamente avançado que é capaz de se transformar a cada nova infecção ou execução através de criptografia, a fim de dificultar sua detecção por softwares de segurança.
Como o vírus polimórfico funciona?
Ele utiliza um mecanismo de mutação que altera sua chave de criptografia a cada nova execução. Embora a carga útil (o dano) permaneça a mesma, o 'pacote' externo parece um arquivo inédito para o antivírus. Ou seja, a cada nova infecção ou reprodução, ele muda a sua aparência.
Isso faz com que seja mais difícil de detectá-lo, já que mesmo que seja identificado, ele pode já ter se reproduzido e sofrido uma mutação, tornando-o completamente diferente.
Por esse motivo, os softwares de antivírus convencionais não são tão eficientes para fazer a detecção, já que a assinatura do vírus, ou seja, o código base, está sempre mudando.
Esse malware é tão avançado que ele é capaz de criar testes A/B, como aqueles que vemos em anúncios nas redes sociais, com IA generativa. Dessa maneira, ele entende qual aparência é mais efetiva e gera mais resultados.
Quais riscos o vírus polimórfico traz?
Por ser um vírus que engana bem as pessoas, ele pode ser ainda mais perigoso. Confira os riscos que ele traz para as pessoas e, consequentemente, para as organizações:
Roubo de dados
"Dados são o novo petróleo". Por esse motivo, ter os dados da sua empresa ou de seus clientes roubados pode trazer um enorme prejuízo, tanto financeiro como reputacional.
Além disso, existe a possibilidade do cibercriminoso utilizar esse tipo de vírus para aplicar outros crimes, como o ransomware.
Comprometimento nos sistemas
Além dos dados, os sistemas também podem ser afetados por um vírus polimórfico. E, dependendo do ramo em que sua empresa atua, isso pode ser mais perigoso.
Imagine uma provedora de nuvem ter seus sistemas comprometidos? Não apenas os colaboradores sofrerão, como também clientes.
Prejuízos financeiros
Após um ataque cibernético, o prejuízo financeiro pode vir de diversos fontes, como pagamento de resgates de dados (nos casos de ransomware), perda reputacional ou mesmo ferramentas e profissionais para conter a situação.
Danos à reputação
O que leva anos para ser construído, pode terminar em questão de horas, especialmente no mundo altamente tecnológico que vivemos hoje.
Algumas empresas que tiveram seus dados vazados ou mesmo sofreram ciberataques, não conseguiram se restabelecer depois de danos na imagem.
Técnicas modernas de detecção e resposta
Como vimos, esse tipo de malware pode ser bem perspicaz, já que além de ser extremamente adaptável, ele também possui alta habilidade de enganar os softwares de segurança.
Por esse motivo, você pode estar se perguntando: como posso me proteger? Veja a resposta nos tópicos seguintes.
Utilize heurística
A heurística dentro da segurança da TI é um conjunto de técnicas, estratégias e regras que utiliza outros fatores além da assinatura do vírus para detectar uma infecção.
Algumas ferramentas, como o Endpoint Central, possuem Antivírus Next-Gen (NGAV). Utilizando IA, análise baseada em comportamentos e algoritmos de deep learning, ele identifica e neutraliza ameaças em tempo real. Sua abordagem proativa possibilita a defesa contra ameaças cibernéticas emergentes e sofisticadas que os programas antivírus tradicionais podem não perceber.
Utilize softwares de segurança com UEBA
A Análise de Comportamento do Usuário e Entidade é uma ótima maneira de detectar anomalias comportamentais dos colaboradores. Ela facilita a detecção de comportamentos anormais que podem indicar perigo para o dispositivo e para a organização. Os melhores softwares de segurança possuem esse recurso.
O Log360, ferramenta de SIEM da ManageEngine, além de UEBA, possui diversos outros recursos que ajudam empresas a prevenir os ataques cibernéticos mais avançados do mercado.
Eduque os colaboradores
Os funcionários são o elo mais fraco da cibersegurança. Por esse motivo, treinamentos frequentes e campanhas de conscientização são bem-vindas.
Importante ressaltar que outubro é considerado o mês da Conscientização Cibernética, porém a conscientização deve acontecer também durante os outros meses.
Assista: Conscientização em cibersegurança é um jogo infinito.
Utilize MFA
A autenticação multifatorial (MFA) é um recurso simples, porém muito poderoso. Aumentar as camadas de autenticação é uma maneira extremamente eficaz de verificar a identidade das pessoas, o que diminui o número de invasões por usuários não autorizados.
Faça uso de sandbox
Utilizar sandbox para alguns processos, como instalação de softwares ou novas atualizações, é uma tarefa comum entre gestores de TI. Porém, esse processo é demasiadamente útil para outras tarefas, como transferência de arquivos de dispositivos removíveis ou mesmo o download de mídias de e-mails.
Diferenças entre malwares tradicionais, metamórficos e polimórficos
Pode haver uma confusão entre esses três tipos, especialmente entre os dois últimos, já que, além dos nomes parecidos, existem algumas similaridades na atuação.
Malwares tradicionais
Os softwares maliciosos tradicionais podem ser subdivididos em outros tipos. Cada um tem uma composição e um método de atuação diferente. Porém, o que os diferencia dos malwares metamórficos e polimórficos é a infraestrutura mais simples, que reflete na resolução menos complexa.
Os mais comuns são:
Vírus
Dependem de um arquivo hospedeiro no sistema para poder ser propagar. Para isso, é necessária uma ação da vítima, como download ou abertura de um arquivo infectado.
É importante ressaltar que todo vírus é um malware, mas nem todo malware é um vírus.
Ransomware
Consiste na criptografia dos arquivos de um dispositivo. Após isso, o cibercriminoso exige o pagamento pelo "resgate" dos arquivos.
Esse tipo de malware pode se instalar de diferentes formas no dispositivo da vítima.
Caso tenha mais interesse neste assunto, recomendamos o vídeo Tudo sobre ransomware em 3 minutos.
Worm
Este tipo adentra um sistema através de vulnerabilidades de um software já instalado. Após isso, ele se replica rapidamente dentro do dispositivo e da rede da vítima, criando cópias de si mesmo, sem precisar de nenhum tipo de comando.
Malwares metamórficos
Estes são ainda mais avançados que os malwares polimórficos. Por isso, são mais difíceis de serem detectados, e consequentemente, eliminados.
Caracterizam-se por editar, reescrever e converter completamente seu código, diferente do malware polimórfico, que altera apenas parte. Dessa forma, ele consegue criar versões totalmente diferentes da original, o que dificulta que softwares de proteção o identifiquem, já que a varredura por assinaturas falha, exigindo o uso de heurística avançada e análise comportamental para identificar o código malicioso.

Como se proteger contra malwares polimórficos?
Além das técnicas já citadas, ter um software de cibersegurança faz toda a diferença. As melhores do mercado têm todas as técnicas combinadas em seu repertório.
A ManageEngine tem o Malware Protection Plus, uma ferramenta antivírus next-gen que derrota as ameaças do futuro. Orientada por IA, a solução evita violações e se adapta ao cenário de ameças, mesmo com as constantes mudanças.
Ele emprega uma combinação de algoritmos de IA/ML, detecção comportamental e análise de ameaças em tempo real, mecanismos que permitem a detecção de ameaças desconhecidas e ataques sem arquivo sem um paciente zero.
Teste o Malware Protection Plus gratuitamente por 30 dias.
Nota: Encontre a revenda da ManageEngine certa. Entre em contato com a nossa equipe de canais pelo e-mail latam-sales@manageengine.com.
Importante: a ManageEngine não trabalha com distribuidores no Brasil.