Arquitetura Zero Trust - Um Guia Completo

Arquitetura Zero Trust

Anos atrás, modelos tradicionais de proteção partiam do pressuposto de que garantir que ninguém fora da rede pudesse acessar dados internos era mais do que suficiente.

Por meio de firewalls, gateways, VPNs, IDS/IPSs e outras ferramentas, as empresas fortificavam os seus perímetros de rede para bloquear ameaças externas (abordagem que hoje é conhecida como "Castelo e Fosso").

O problema com essa estratégia é que uma vez dentro da rede, o usuário ganha acesso sem nenhum tipo de restrição e passa a ser considerado confiável sem nenhuma verificação. O sistema assume que, pelo simples fato dele estar lá, ele não é uma ameaça.

Com ameaças cibernéticas cada vez mais avançadas e com o crescimento do trabalho remoto aumentando exponencialmente o número de ativos corporativos fora de redes seguras, ficou cada vez mais claro que nem todos que conseguem acesso ao "castelo" são de confiança.

E é aí que entra o conceito de Arquitetura Zero Trust. Continue lendo este artigo para entender mais sobre esta estratégia!

O que é Arquitetura Zero Trust?

A Arquitetura Zero Trust é a abordagem de segurança cibernética que parte do pressuposto de que nenhum dispositivo e/ou usuário é 100% confiável. Toda tentativa de entrar na rede e utilizar ferramentas da empresa é tratada como uma ameaça em potencial, sem exceções.

Existem três princípios essenciais que precisam ser seguidos para garantir que essa estratégia funcione de forma eficiente nas organizações:

Verifique, não confie

Ao invés de assumir a confiabilidade do usuário dentro do perímetro de rede, ele precisa ser autenticado de forma constante e em diversos pontos, como identidade, dispositivo utilizado, sua localização e até mesmo o contexto do acesso.

Privilégios mínimos 

Para evitar abusos de privilégio e limitar ações de colaboradores potencialmente mal-intencionados ou invasores, todos os usuários, dispositivos e cargas de trabalho só devem ter acessos condizentes com suas funções e serviços. Nada mais, nada menos.

Suponha que haja violações


A partir do momento que a organização assume a postura de que incidentes de segurança são inevitáveis e vão ocorrer, o foco se expande além da prevenção e passa também a englobar detecção, tempo de resposta e recuperação.

Os benefícios da estratégia Zero Trust

À primeira vista, uma mudança tão drástica na filosofia da empresa com relação à sua proteção digital pode ser assustadora. Afinal, a implementação do Zero Trust exige investimento, planejamento e um período de adaptação tanto para os líderes quanto para os colaboradores.

Mas a questão é: os resultados valem esses esforços iniciais? Sim. E esses são os principais motivos:

Segurança robusta

Se não for detectado e interrompido a tempo, um ataque cibernético pode causar prejuízos imensuráveis para as empresas afetadas.

Além de reduzir as superfícies de ataque de invasores potenciais, as estruturas que adotam a filosofia de monitoramento constante do Zero Trust têm as ferramentas necessárias para identificar e eliminar ameaças de segurança antes que o problema tome proporções maiores.

Maior visibilidade e controle

Para rápida detecção de quebras de padrões definidos pelos seus usuários e outras atividades suspeitas, é essencial para qualquer organização ter uma visão detalhada sobre como e onde os seus recursos estão sendo utilizados.

Essas informações também são importantes mesmo fora do âmbito da segurança, facilitando auditorias e permitindo que gestores tomem decisões estratégicas baseadas em dados concretos.

Trabalho remoto  mais seguro

Mesmo que o acesso esteja ocorrendo fora da rede segura da empresa e/ou em dispositivos móveis, o Zero Trust garante a segurança digital tanto da organização em si quanto dos colaboradores por meio de suas múltiplas camadas de verificação.

A validação constante do acesso, o monitoramento contínuo do comportamento do usuário, o corte de privilégios desnecessários e a restrição de dispositivos não catalogados são a chave para proteção de dados circulando longe do escritório.

Essa abordagem é ideal para o cenário atual, onde modelos de trabalho estão se tornando cada vez mais flexíveis e o home office, mais comum.

Maior conformidade com legislações

Quando se trata da proteção de dados sensíveis, a conformidade com órgãos reguladores é um dos diferenciais mais importantes para conquistar a confiança de futuros clientes.

Ao adotar os pilares de Zero Trust, instituições têm maior facilidade para se adequar a diretivas de regulamentações como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e até mesmo de legislações internacionais como o General Data Protection Regulation (GDPR).

Também vale mencionar que com as trilhas de evidências geradas pelo rastreamento contínuo dos passos de cada colaborador, auditorias se tornam processos mais simples e transparentes.  

Como implementar o Zero Trust?

Entender o conceito, pilares e benefícios desta arquitetura é apenas o começo da jornada. A implementação da metodologia é de longe o passo mais delicado e importante da missão de elevar a cibersegurança da sua empresa a outro patamar. No geral, essas são as etapas a serem seguidas:

1. Mapeamento & Diagnóstico

Essa é a fase mais complicada do processo. Para que a organização consiga implementar todas as novas regras e ferramentas necessárias para cobrir pontos vulneráveis, ela precisa entender o escopo total do projeto.

Por isso, todos os sistemas, aplicações, dispositivos, usuários e acessos devem ser mapeados e devidamente catalogados. Sem essas informações, o time responsável não terá a base necessária para executar as próximas etapas de forma segura e eficaz.

2. MFA (Autenticação Multifatorial)  & Validação Contínua

Sem a implementação de ferramentas de autenticação multifatorial, não existe Zero Trust. É o primeiro elemento que separa essa abordagem de modelos antigos, especialmente no contexto moderno onde "senhas fortes" estão longe de ser o suficiente para impedir brechas de segurança.

Caso o usuário seja comprometido de alguma forma, camadas extras de autenticação (que vão de aplicativos autentificadores até impressão digital e/ou reconhecimento facial) podem garantir que o invasor não chegue longe na sua tentativa de extrair dados sensíveis.

A estrutura também deve ser capaz de levar em consideração outros fatores dinâmicos e padrões do usuário, como o local, o dispositivo utilizado e até mesmo o horário em que a tentativa de acesso ocorreu.

3. Políticas de Acesso e Privilégio Mínimo (IAM & PAM)

Para garantir a segurança total dentro do perímetro e limitar riscos em caso de invasão, todos os acessos devem ser limitados estritamente ao que o usuário precisa para realizar as suas funções do dia a dia.

Caso o colaborador necessite de acessos diferentes para realizar uma tarefa específica, implemente o princípio JIT (Just-in-Time) para garantir que esses privilégios sejam revogados dentro do prazo predeterminado.

A utilização de ferramentas para gestão de identidades é vital para minimizar o risco de erro humano e garantir que dados sensíveis não fiquem à mercê de usuários mal-intencionados com privilégios excessivos, especialmente em empresas que contam com uma quantidade considerável de funcionários.

4. Melhoria Contínua

Políticas e práticas que hoje fazem sentido para o contexto atual da empresa podem deixar de ser efetivas no futuro. Além de mudanças internas, é importante manter em mente que elementos externos como leis de conformidade e ameaças cibernéticas também estão em constante evolução.

Por isso, auditorias e revisões frequentes são indispensáveis para assegurar que a estrutura Zero Trust construída pelo time técnico continue funcionando de forma eficaz.  

Considerando todos esses elementos que precisam de atenção especial, é essencial que a sua organização utilize de ferramentas que façam o monitoramento e a gestão contínua do ambiente com precisão.

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A transição entre modelos tradicionais de cibersegurança e o Zero Trust não é uma tarefa simples. E mesmo com um time robusto de TI, a probabilidade de ocorrerem erros durante o processo é alta, principalmente se for realizado manualmente ou através de ferramentas incompletas.

Por isso, a ManageEngine criou softwares especializados para elevar a proteção da sua empresa a um novo patamar!

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