Dicas importantes para evitar que seus wearables vazem seus dados de saúde

Neste artigo, vamos analisar por que proteger os dados de saúde coletados por wearables (todo dispositivo eletrônico usado como acessório) é tão importante quanto acompanhar suas metas de condicionamento físico.

Os dispositivos wearables não se limitam a monitorar passos e sono; eles coletam algumas das informações de saúde mais íntimas que possuímos, incluindo: frequência cardíaca, glicemia, rotinas de medicação, níveis de estresse e padrões de sono. 

Quando esse tipo de dado não está protegido, os riscos são reais. A privacidade pessoal pode ser comprometida, sua identidade pode ser roubada e o vazamento de informações de saúde, combinado com outros dados pessoais, pode levar a fraudes financeiras. ]

Muitos dispositivos enviam dados por redes não seguras, armazenam-nos sem criptografia robusta, rodam em softwares vulneráveis e permitem o acesso sem autenticação adequada.

 As informações podem vazar por meio de aplicativos de terceiros ou serem rastreadas até uma pessoa mesmo após a anonimização e, em alguns casos, os dados não são tratados de acordo com regulamentações como a HIPAA ou o GDPR.

Portanto, os dados de saúde armazenados no seu pulso podem ser expostos, utilizados indevidamente ou perfilados com muito mais facilidade do que a maioria das pessoas imagina, o que torna a sua proteção uma responsabilidade pessoal, e não apenas técnica.

Compartilhe somente o que importa 

Nem todo aplicativo ou dispositivo merece ter acesso às suas informações de saúde. Empresas e golpistas tratam os dados de saúde como ouro, pois eles revelam hábitos, pontos fracos, riscos e histórico médico,e tudo isso pode ser usado para direcionar, manipular ou lucrar às suas custas.

A abordagem mais segura é simples: forneça seus dados de saúde apenas a plataformas das quais você realmente precisa e nas quais confia; evite aplicativos, pesquisas ou rastreadores aleatórios só porque “parecem úteis”. Se um serviço não for essencial, não forneça seus dados a ele.

Não conceda permissões cegamente 

Muitos aplicativos solicitam acessos muito além do que realmente é necessário — como localização, contatos ou histórico de atividades — e todos esses dados extras muitas vezes acabam sendo vendidos ou compartilhados.

Antes de clicar em “Permitir”, verifique quais acessos o aplicativo está solicitando e se fazem sentido. Se a permissão não estiver relacionada à finalidade do aplicativo, recuse-a ou exclua o aplicativo por completo. Manter apenas o acesso necessário limita a quantidade de informações de saúde que podem ser coletadas, armazenadas ou utilizadas indevidamente nos bastidores.

Guarde seus dados de saúde apenas em locais seguros 

Armazenar prontuários médicos, receitas ou laudos em telefones desprotegidos, unidades de armazenamento em nuvem abertas ou redes públicas torna você um alvo fácil. 
Os prontuários médicos valem muito dinheiro na dark web, e é por isso que os cibercriminosos atacam primeiro os sistemas de armazenamento mais vulneráveis. Proteja suas informações com senhas fortes, bloqueios biométricos, armazenamento criptografado e redes seguras. 

Evite enviar documentos médicos por redes Wi-Fi públicas ou aplicativos de mensagens casuais, e procure manter cópias digitais em locais confiáveis e protegidos.

Sempre verifique quem está solicitando suas informações

Os golpistas costumam se passar por clínicas de saúde, corretores de seguros, programas de bem-estar ou hospitais para induzir as pessoas a revelarem dados médicos. Assim que obtêm essas informações, eles podem se passar por você, abrir contas ou cometer fraudes. 

Se alguém solicitar suas informações de saúde, verifique a identidade dessa pessoa via canais oficiais, e não por meio de ligações, mensagens ou links inesperados. Compartilhe registros médicos somente quando: souber com quem está lidando; souber o motivo pelo qual  eles precisam dessas informações ou se a solicitação está sendo feita por você.

Faça perguntas, estabeleça limites e oponha-se

Muitas empresas ganham dinheiro rastreando e analisando comportamentos, incluindo: frequência cardíaca, sono, hábitos de medicação, ciclos de fertilidade e muito mais. A maioria dos usuários nunca questiona isso, o que torna o compartilhamento de dados fácil e legal. 

É válido exigir clareza. Verifique as configurações de privacidade da plataforma, recuse a venda ou o rastreamento de dados e, se possível, pare de usar serviços que não expliquem como seus dados de saúde são gerenciados. Ao estabelecer limites, você retoma o controle.

Mantenha-os sob o seu controle

Os dados de saúde não são apenas um gráfico ou um número; são um vislumbre de quem somos, do que estamos enfrentando e do que estamos tentando superar. Quando essas informações caem nas mãos erradas, não é apenas a privacidade que é afetada: é a confiança, a dignidade e a liberdade de compartilhar nossas vidas pessoais nos nossos próprios termos. 

Talvez não possamos controlar como cada empresa trata os dados, mas podemos controlar o que compartilhamos, em quem confiamos e os limites que estabelecemos. Essa consciência, por si só, pode proteger uma parte de nós que é profundamente pessoal. Nossa saúde pertence somente a nós e as informações sobre ela devem permanecer assim.

Artigo traduzido: Conteúdo original escrito por Harsitha P.

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