Fraudes cibernéticas: o que são, por que viraram uma ameaça global e como proteger empresas

As fraudes cibernéticas representam uma ameaça para usuários e empresas há muitos anos. Mas, com as recentes mudanças no quadro geopolítico e avanço de novas tecnologias, elas se tornaram um grande risco de cibersegurança ao redor do mundo.
Cerca de 90,5% dos brasileiros já possuem acesso à internet, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE). No entanto, a alfabetização digital (desenvolvimento de habilidades para entender e lidar com a tecnologia) não acompanhou esse processo.
Isso aumenta exponencialmente as chances de ser vítima de uma fraude cibernética, e esse cenário é o mais interessante para criminosos. Vamos entender o que são as ciberfraudes, como elas se transformaram ao longo dos anos e como manter sua empresa protegida.
O que são fraudes cibernéticas?
Fraude cibernética é qualquer atividade ilegal que ocorre online com o objetivo de enganar pessoas ou empresas.
É o caso do phishing, ataques de engenharia social e ransomware, por exemplo. Os criminosos criam sites falsos, convencem o usuário a realizar alguma ação e conseguem ter acesso a informações dentro do dispositivo, seja ele um computador, tablet ou smartphone.
A partir disso, podem usar esses dados para pedir uma quantia de dinheiro como "resgate", ou até mesmo utilizar informações pessoais para abrir contas bancárias e movimentar dinheiro de maneira ilegal.
As fraudes cibernéticas são uma categoria específica dentro dos cibercrimes, que representa qualquer atividade ilegal envolvendo a rede ou dispositivos com a finalidade de obter vantagem através de engano, manipulação ou falsidade.
O cyberstalking, uso da internet para perseguir e assediar um indivíduo, é um cibercrime, porém não é considerado fraude cibernética, por exemplo.
A Inteligência Artificial (IA) generativa como facilitadora das ciberfraudes
A chegada das IAs generativas (aquelas que podem gerar qualquer formato de conteúdo) revolucionou muitas áreas do mercado, automatizando processos e trazendo um grande aumento na produtividade entre muitas organizações.
Mas ela também pode ser utilizada de maneira maliciosa: criminosos conseguem clonar vozes e manipular vídeos para serem aplicados em golpes de phishing, por exemplo. Essa é uma técnica conhecida como deepfake.
Também é possível personalizar uma fraude para que ela pareça totalmente verídica, de acordo com quem será a vítima. A partir da coleta de alguns dados, como hábitos de compra, os criminosos disparam e-mail falsos se passando por empresas verdadeiras a fim de convencer a vítima a realizar uma compra em um site — não legítimo, que tem capacidade de clonar dados do cartão de crédito ou contas bancárias.
Em 2025, 42,5% dos golpes financeiros realizados no Brasil contaram com as ferramentas de Inteligência Artificial para sua execução. Entre julho de 2025 e abril de 2026, os golpes direcionados a sistemas bancários e de pagamentos já acumulam mais de R$1,8 bilhão.
É claro que a IA não foi desenvolvida com o objetivo de auxiliar criminosos a expandirem suas possibilidades de ataque, mas infelizmente isso se tornou uma realidade. Com essa ferramenta, as fraudes cibernéticas podem ser replicadas em alta escala por um preço baixo, tornando o "mercado de ataques" altamente lucrativo.
Fragmentação geopolítica: como o quadro atual das relações internacionais tem impactado as fraudes cibernéticas?
Em um quadro global cada vez mais fragmentado, marcado por sanções econômicas e conflitos entre países, a geopolítica passou a ser uma força definidora da cibersegurança.
Segundo o relatório Global Cybersecurity Outlook 2026, do World Economic Forum, 64% das organizações revelaram que consideram os ciberataques motivados por gestões geopolíticas nas suas estratégias de defesa.
A pergunta é: como a geopolítica tem o poder de transformar o cenário da cibersegurança?
De forma geral, o mundo físico está se dividindo em blocos de influências rivais. Isso aponta para o fim da cooperação internacional, criação de "portos seguros" para cibercriminosos e incompatibilidade de conformidade entre países.
Fim da cooperação internacional
Com as profundas tensões geopolíticas, a cooperação diplomática entre países está congelada. Antigamente, se criminosos da Europa aplicassem golpes financeiros em instituições da América do Norte, as agências de inteligência dos dois continentes trabalhariam juntas para desarticular o grupo.
No entanto, com rupturas de diplomacia frequentes, essa cooperação está cada vez mais fragilizada. Para os cibercriminosos, isso representa uma percepção de que, mesmo se cometerem fraudes em outros países, não responderão pelos seus crimes.
É a partir do fim dessa cooperação que os grupos de hackers encontram territórios onde é "mais seguro" realizar as fraudes. Um estudo da Interpol revelou que alguns países são mais tolerantes com cibercriminosos, desde que eles atinjam nações consideradas rivais.
Incompatibilidade de regulamentações de compliance entre países
O Brasil possui a LGPD, a Europa possui o GDPR e a Índia possui o DPDP. Apesar de o objetivo dessas regulamentações ser o mesmo (proteção de dados sensíveis de cidadãos), não existe uma única regulamentação para todos.
Nos Estados Unidos, por exemplo, não há uma lei federal única para o tratamento de dados sensíveis, e sim um mosaico de leis estaduais.
A falta de compatibilidade entre os diferentes tipos de conformidade também facilita a aplicação de fraudes cibernéticas, porque os criminosos conseguem encontrar brechas ao mover informações e recursos roubados para jurisdições que não se comunicam entre si.
O fenômeno chamado splinternet (divisão da internet global em sub-redes isoladas) também desempenha um forte papel na cibersegurança. Algumas organizações perderam a visibilidade e telemetria de tráfego de dados em regiões sancionadas, o que dificulta ainda mais a detecção de ataques.
Como as empresas estão se protegendo das fraudes cibernéticas?
O estudo do World Economics Forum também levantou um dado alarmante: apenas 13% dos respondentes da América Latina dizem ser "confiantes" que sua nação pode responder a ciberfraudes de grande escala; 49% dizem não estar confiantes e 38% se consideraram "neutros".
Para se protegerem de fraudes cibernéticas, as empresas precisam de uma defesa completa para cibersegurança, como softwares de gerenciamento de acesso e identidade (IAM), segurança da informação e gerenciamento de eventos (SIEM), gerenciamento unificado de endpoints e segurança (UEMS) e segurança de dados.
Confira como as soluções da ManageEngine oferecem mais segurança para as organizações:
IAM e PAM: AD360 e PAM360
No cenário atual, onde as fronteiras físicas de segurança desapareceram e a identidade se tornou o novo perímetro digital, realizar a gestão de acessos se tornou indispensável. Nesse sentido, a ManageEngine oferece o AD360, uma plataforma unificada para gerenciar identidades e proteger acessos.
Por meio de recursos como autenticação multifator (MFA), User Behavior Analytics (UBA) e Single Sign-on (SSO), o AD360 fecha toda as lacunas relacionadas à segurança de identidade — incluindo a promoção de um ambiente Zero Trust.
Para empresas, isso representa o fim de fraudes cibernéticas que começam com uma identidade roubada, como o ransomware.
Já o PAM360 gerencia os acessos privilegiados para impedir a exploração de privilégios elevados em contas que não estão sendo utilizadas.
SIEM: Log360
O Log360 é responsável por correlacionar eventos de segurança em toda a rede, como firewalls, servidores, banco de dados e endpoints. Ele também oferece um mecanismo de detecção de anomalias baseado em machine learning (ML) para identificar comportamentos suspeitos dentro do ambiente, além de adotar a estrutura de modelagem de ameaças MITRE ATT&CK.
Esses recursos permitem detectar ataques de ransomware em tempo real, ameaças internas e phishing por meio do monitoramento de logons suspeitos, monitoramento de contas privilegiadas e alertas para comportamentos anômalos.
UEMS: Endpoint Central
No contexto de fraudes cibernéticas, o elo mais fraco quase sempre é o dispositivo que o colaborador usa para trabalhar, seja um notebook em home office, um computador no escritório ou um smartphone corporativo.
Por isso, o Endpoint Central oferece proteção de ponta a ponta para qualquer dispositivo que tenha conexão com sua rede a partir de alguns módulos essenciais:
Gerenciamento de patches: manter os dispositivos corporativos atualizados é essencial para evitar brechas de segurança em softwares ou no próprio sistema operacional. Por isso, o Endpoint Central faz a gestão automatizada dos patches mais críticos para sua operação;
Controle de aplicações autorizadas: para evitar malwares, a solução também permite que a equipe de TI escolha quais aplicações são permitidas para downloads, e quais não são autorizadas. Esse recurso é essencial para evitar softwares suspeitos que se disfarçam de aplicações legítimas;
Gerenciamento de dispositivo móveis: em caso de BYOD, o Endpoint Central realiza o gerenciamento desses dispositivos, permitindo a conteinerização de dados, geofencing e limpeza remota em caso de perda ou roubo.
Segurança de dados: DataSecurity Plus
O DataSecurity Plus é uma solução focada em Data Loss Prevention (DLP), auditoria de arquivos (File Integrity Monitoring) e avaliação de riscos de dados. Ele garante que, mesmo se um cibercriminoso conseguir passar por todas as outras barreiras, ele não consiga alterar ou vazar os dados da empresa.
A solução consegue rastrear o compartilhamento de dados via e-mail, upload na web ou por transferência de arquivos e bloquear as tentativas de exfiltração, além de monitorar qual tipo de dado está sendo compartilhado.
Em caso de ameaças internas, o DataSecurity Plus consegue auditar arquivos de dados e apontar qual usuário modificou uma pasta, por exemplo. Em casos de malware, ele detecta comportamentos maliciosos que alteram as extensões de arquivos e isola a máquina afetada.
Conclusão
A preocupação com as fraudes cibernéticas ainda será um tema para os próximos anos, principalmente com o desenvolvimento de tecnologias avançadas que facilitam a ação de criminosos — mesmo que não intencionalmente.
Ao mesmo tempo, os softwares de segurança se tornam cada vez mais robustos e preparados para lidar com novas ameaças do mundo moderno.
O portfólio da ManageEngine possui soluções dedicadas para cada área da cibersegurança, como segurança de acessos e de endpoints, reduzindo a superfície de ataque de hackers.
Você pode realizar um teste gratuito por 30 dias do AD360, PAM360, Endpoint Central, Log360 e DataSecurity Plus. Entenda o que podemos fazer para sua organização se blindar de fraudes e manter um nível elevado de segurança!
Nota: Encontre a revenda da ManageEngine certa. Entre em contato com a nossa equipe de canais pelo e-mail latam-sales@manageengine.com.
Importante: a ManageEngine não trabalha com distribuidores no Brasil.