Segurança nativa de cloud: princípios e práticas para ambientes cloud-native

A computação em cloud não é mais novidade para as corporações. Depois de vir como uma grande inovação, agora as empresas focam em entender qual é o melhor modelo para o seu negócio, e isso vai além de ser somente on-premise ou em cloud, mas qual tipo de contratação lhe traz mais vantagens quanto à implementação, aos custos e à segurança.

Neste artigo, iremos explorar uma vertente da segurança cibernética: a segurança nativa de cloud, para o que ela serve e como implementar. Boa leitura!

O que é a segurança nativa de cloud? 

Com o rápido avanço do modelo da cloud e a possibilidade de múltiplos tipos de implementação de acordo com o negócio, a nuvem foi se popularizando entre as empresas, sendo para substituir o uso de data centers próprios ou o modelo híbrido.

Com isso, as tecnologias tiveram que se adaptar para este novo padrão. As aplicações tradicionais não funcionavam mais para a nuvem, uma vez que não eram escaláveis e difíceis de migrar.

Assim, surgiram as aplicações nativas em cloud, que são desenvolvidas propriamente para estes ambientes. Além de escaláveis, elas possuem a vantagem de estarem disponíveis no mercado muito mais rápido pelo seu modo de desenvolvimento, impactando o setor competitivo. Esse ponto é importante para lidar com atualizações que devem ser constantes.

Neste contexto, entra a segurança nativa em cloud. Com as aplicações próprias para este ambiente e seu uso massivo, foi necessário pensar na segurança focada neste processo, uma vez que cibercriminosos vão em busca de lugares que terão grandes chances de explorar vulnerabilidades.

Ela irá focar em todo o ciclo de vida das aplicações, desde o projeto, desenvolvimento, liberação para o mercado e atualização. Assim, práticas e tecnologias devem ser estabelecidas para garantir a segurança, o que acaba envolvendo o DevSecOps.

Segurança de cloud x Segurança nativa de cloud: qual a diferença?

Apesar de serem muito semelhantes e soarem iguais, esses dois termos possuem uma leve diferença e entendê-los é importante para saber como implementar a segurança de seu ambiente de forma efetiva, com as práticas adequadas para cada um.

Quando falamos de segurança de cloud, estamos nos referindo a todo o ambiente da nuvem, o que inclui as aplicações e sua infraestrutura. O propósito de sua segurança é garantir a proteção dos dados ali armazenados, assim como sua disponibilidade e integridade para os usuários.

Já a segurança nativa de cloud é como uma ramificação da segurança da nuvem, sendo ela empregada somente para as aplicações. 

Os perigos que rondam as aplicações nativas de cloud

Com muitas empresas utilizando o modelo de computação em nuvem, o uso de aplicações nativas se tornou cada vez maior devido a sua facilidade ao invés das aplicações legadas.

A seguir, listamos alguns dos riscos das aplicações nativas de cloud, que apresentam fortes pontos de vulnerabilidade para a segurança cibernética.

1 - Segurança de APIs

Application Programming Interface (Interface de Programação de Aplicação) permite que aplicações de software diferentes se comuniquem entre si para trocar dados, recursos e funcionalidades, acelerando o desenvolvimento de novas aplicações.

O risco está quando elas não estão devidamente configuradas e protegidas, ficando vulneráveis para ataques cibernéticos e vazamentos de dados quando há trocas de informações.

2 - Configurações incorretas

Configurações incorretas no ambiente de nuvem podem trazer diversos problemas, como acessos não autorizados, exposição de dados e infraestrutura comprometida. Uma das consequências mais graves é o vazamento de dados, pois o ambiente fica exposto e mais fácil de ser atacado.

3 - Ameaças internas

Quando os acessos não são devidamente monitorados ou concedidos, isso pode se tornar um gargalo. Muitos vazamentos podem começar devido a vazamentos internos, seja de forma intencional ou não, por não ter políticas bem definidas.

4 - Responsabilidades divididas

A computação em nuvem permite diversos modelos de contrato, com mais ou menos responsabilidades do provedor e da empresa contratante. Tudo depende do modelo escolhido.

Muitas vezes, isso não fica tão claro para uma das partes, o que acaba gerando gaps de segurança, porque um dos lados não entende qual é a sua obrigação ao implementar as medidas de segurança.

5 - Shadow IT

Frequentemente, colaboradores acabam instalando aplicações sem o conhecimento da equipe de TI. Muitas delas não são oficiais, o que traz vulnerabilidades por falta de atualizações, além de serem de sites não confiáveis.

Apesar de parecer um ato inofensivo, é uma porta de entrada para instalação de malwares e outras brechas de segurança, que quando identificadas, pode ser tarde demais.

Entenda a diferença entre CNAPP e o CSPM

Cloud Security Posture Management (CSPM) ou, em português, Gerenciamento de Postura de Segurança na Nuvem, refere-se às práticas e estratégias de cibersegurança voltadas para o ambiente em cloud.

No CSPM, usa-se ferramentas para mitigar e gerenciar riscos que envolvem os sistemas e a infraestrutura em nuvem, focada na configuração da nuvem.

Já a CNAPP significa Plataforma de Proteção de Aplicações Nativas da Nuvem, com suas práticas de segurança voltadas mais para as aplicações nativas de cloud, implementando recursos de segurança desde os primeiros passos do seu desenvolvimento, do código à aplicação, assunto deste artigo.

O CNAPP também é uma plataforma que consolida várias ferramentas, incluindo o CSPM (postura), o CWPP (proteção de carga de trabalho) e a segurança de APIs.

Por que é importante aplicar a segurança de aplicações nativas de cloud?

Até agora, conseguimos entender o conceito desta abordagem de segurança. Os ataques cibernéticos exploram cada vez mais brechas e vulnerabilidades nos ambientes, uma vez que eles ficam gradativamente mais complexos.

Entre infraestruturas em cloud, on-premises e híbridas, o volume de dados maior, mais colaboradores e aplicações para lidar, a gestão e monitoramento são uns dos maiores desafios para os administradores de TI.

É justamente com isso que os cibercriminosos contam: que as pessoas fiquem desatentas e deixem passar despercebidas portas de segurança que poderiam ser corrigidas.

Assim, aplicar práticas específicas para cada "parte" de sua TI fortifica o seu sistema como um todo.

Melhores práticas para aplicar a segurança de aplicações nativas de cloud

Agora é o momento de entender como implementar efetivamente essa estratégia em sua empresa, uma vez que ficou claro a sua importância.

Gestão de Identidade e Acesso

Saber quem tem acesso ao sistema é de suma importância para proteger os dados que estão na nuvem. Ter uma ferramenta IAM ajuda a fazer essa verificação constante e a gerenciar de forma eficiente as identidades e acesso, inclusive implementando a prática do privilégio mínimo. Esta atividade previne ocorrências como vazamento de dados, movimentações lateriais e escalamento de privilégios.

Monitoramento contínuo  e em tempo real

Esta prática é fundamental para detectar anomalias em caso de ataques cibernéticos. Por exemplo, uma aplicação que tem um pico de uso em um horário que não há ninguém trabalhando é um sinal de alerta. Também ajuda a acompanhar se aplicações precisam de atualizações para corrigir bugs ou melhorar a experiência do usuário.

Proteção da aplicação

As aplicações estão vulneráveis quando não são devidamente desenvolvidas ou atualizadas. Por isso, é importante implementar práticas que detectem e identifiquem essas brechas.

Além de implementação de patches, insira a proteção de aplicações web e APIs (WAAP).

Proteção de dados

Utilize soluções que garantam que não haja vazamento dados. Saiba onde as informações estão armazenadas, quem tem acesso e implemente políticas de download e compartilhamento.

A exfiltração de dados é um dos maiores alvos de hackers, podendo causar prejuízos financeiros e reputacionais para as empresas.

Use uma solução unificada de cibersegurança

Possuir uma solução de segurança de informação completa é um grande diferencial. Procure por uma ferramenta que detecte, priorize, investigue e responda a ameaças de segurança de forma efetiva, não só reagindo quando alertas são soados.

O Log360 da ManageEngine, além de ser uma solução SIEM proativa, oferece visibilidade sobre o que acontece dentro dos seus ambientes de nuvem, integrando a inteligência de ameaças com a análise de comportamento (UEBA) para identificar se um acesso a uma aplicação nativa é legítimo ou um ataque em curso.

Além disso, conta com monitoramento em tempo real, gerenciamento integrado de conformidade e CASB.

Outra opção disponível na ManageEngine é o Cloud Security Plus, uma solução específica para o monitoramento e gestão de nuvens públicas. Faça um teste gratuito agora!

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