Cibersegurança no setor financeiro: como sair do backlog infinito e corrigir o que realmente importa

O setor financeiro é um dos setores críticos para a sociedade, cuja disponibilidade deve ser constante, e qualquer queda ou paralisação pode trazer grandes prejuízos para os usuários.

Por ser uma área com grande volume de clientes, movimentação de dados e de dinheiro, tornou-se um dos alvos mais visados pelos cibercriminosos. E, devido à quantidade de dados sensíveis, as instituições financeiras estão sob fortes regulamentações, que exigem a segurança cibernética.

Neste artigo, vamos entender como cibercriminosos se aproveitam de vulnerabilidades nesse setor e como as empresas podem se proteger.

A cibersegurança no setor financeiro 

Quando o assunto é a segurança cibernética financeira, falamos da proteção das instituições, como bancos, cooperativas de crédito, seguradoras e empresas de investimento, e de seus clientes contra ameaças cibernéticas.

O intuito é garantir a Tríade CID (integridade, a confidencialidade e a disponibilidade de dados e serviços).

Mesmo com medidas tomadas, o setor está sofrendo com ondas de ataques de cibercriminosos. Em um relatório feito pela Verizon, 31% das brechas começam pela exploração de vulnerabilidades e 48% envolvem riscos de terceiros, dados preocupantes para o mercado financeiro.

A exploração dos sistemas legados no setor financeiro 

Muitas instituições financeiras são tradicionais e,apesar de estarem se modernizando, o grande volume de dados e sua infraestrutura são fatores que dificultam a transformação digital.

A maioria dessas empresas ainda possui infraestruturas antigas, em arquiteturas monolíticas ou mainframes, que continuam sustentando operações críticas, e que são sistemas legados (costumam ter suporte encerrado e não possuem patches de segurança), o que dificulta sua modernização. Os problemas dos sistemas legados são que eles abrem muito mais brechas de vulnerabilidades, o que acaba sendo uma porta de entrada para cibercriminosos. Além disso, sua modernização é mais difícil, trazendo desafios para integrar novas tecnologias. 

Porém, migrar tudo para tecnologias mais atuais é trabalhoso e caro devido à grande quantidade de dados que esses sistemas possuem, o que acaba fazendo as instituições se tornarem dependentes de integrações.   

Regulamentação  e conformidade: como afetam o setor financeiro?

O setor financeiro precisa estar alinhado a diversas regulamentações e conformidades, garantindo que informações sensíveis estejam protegidas e que a cibersegurança seja uma de suas prioridades. Entenda a seguir as principais:

BACEN 

O BACEN, ou Banco Central do Brasil, é uma entidade com diretrizes e regulamentações criadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), em que ajuda as organizações financeiras do país a operarem de maneira ordenada.

A Resolução CMN 4.893, emitida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 26 de fevereiro de 2021 e implementada em 1º de julho de 2021, representa um marco regulatório que transformou fundamentalmente a governança da cibersegurança para instituições financeiras que operam sob a supervisão do BACEN, trazendo requisitos de serviços em cloud e diretrizes de conformidade para instituições financeiras e provedores de pagamento brasileiros.

Essa resolução substituiu as regulamentações anteriores (Resoluções 4.658 de 2018 e 4.752 de 2019) para fornecer orientações mais abrangentes sobre governança de cibersegurança, gestão de incidentes e gestão de riscos de terceiros.

A resolução estabelece requisitos de cibersegurança para as instituições, com foco em cinco frentes: adoção de políticas formais de segurança, criação de planos de resposta a incidentes, designação de responsáveis pela área, envio de relatórios anuais e critérios rigorosos para a contratação de provedores de serviços em nuvem.

PCI DSS 

Para quem lida com dados de titulares de cartão, é necessário estar em conformidade com o PCI DSS. Ele é um padrão de segurança de dados da indústria de cartões de pagamento, com um conjunto de processos e práticas projetados para garantir a transferência segura de dados de cartões de pagamento.

Ele possui 12 requisitos que devem ser seguidos pelas empresas para que os dados estejam seguros, protegendo-os contra vulnerabilidades e vazamento de dados.

CIS Controls

O CIS Controls constitui um conjunto prescritivo e priorizado de práticas recomendadas de segurança cibernética e ações defensivas que podem ajudar a evitar ataques, sendo considerado quase um guia para estar em conformidade com outras regulamentações, como LGPD e PCI DSS.

Ele proporciona uma abordagem comprovada de gerenciamento de riscos para a segurança cibernética com base na eficácia real, oferecendo uma estrutura de 18 controles.

LGPD 

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é uma legislação criada para proteger dados pessoais e sensíveis. Como o setor financeiro é uma área que lida com muitos dados críticos, estar em conformidade com a LGPD é uma obrigação.

Ela responsabiliza empresas e órgãos públicos por falhas na segurança da informação, com multas administrativas que podem chegar a 2% do faturamento da empresa no Brasil (no último exercício), limitadas a R$ 50 milhões por infração.

Principais riscos cibernéticos ao setor financeiro 

Segundo matéria da Exame, o setor financeiro é o segundo maior alvo de cibercriminosos. Esse é um ramo que vem sofrendo ataques constantes por sua alta demanda e dados sensíveis, o que leva à preocupação em relação à cibersegurança.

Vamos entender quais são os tipos de ataques que mais podem sofrer.

Ataques de engenharia social 

Os ataques de engenharia social, principalmente o phishing, podem atingir tanto os usuários internos quanto externos.

Com a inteligência artificial, mensagens de phishing estão cada vez mais difíceis de identificar como falsas. Para os colaboradores, os cibercriminosos se passam por alguém para conseguir entrar nos sistemas vulneráveis e assim fazer movimentações laterais.

Já para os usuários externos, tornaram-se comuns golpes de Pix ou falsos telefonemas que pedem dados secretos, como logins e senhas, para fraudes.

Vulnerabilidades de sistemas legados 

Como mencionado em um tópico acima, os sistemas legados são mais difícieis de serem atualizados e acabam tornando-se brechas para a entrada de agentes mal-intencionados.

Exploração de exploits 

Um exploit é um programa, trecho de código ou sequência de comandos que aproveita uma falha ou vulnerabilidade de segurança em um software, hardware ou sistema operacional para realizar uma ação maliciosa.

Com muitos sistemas interconectados e sistemas legados, os cibercriminosos têm como alvo essas vulnerabilidades para serem exploradas.

Armazenamento na nuvem 

Assim como todos os outros setores buscam modernização, esse não seria diferente. A utilização da nuvem para armazenamento chegou para todos, mas também trouxe problemas.

Sem uma cibersegurança focada nessa infraestrutura, agentes mal-intensionados podem explorar suas brechas.

Riscos de terceiros 

Armazenamento na nuvem, provedores de SaaS e parceiros fintech geraram outro perigo para o setor financeiro, além da implementação da inteligência artificial. Apesar de sua infraestrutura estar fortemente protegida, nem sempre se sabe o nível de segurança dos parceiros - e é aí que vem o perigo.

Ao trabalhar com terceiros, é necessário que a organização seja rígida e as boas práticas sejam alinhadas, pois eles muitas vezes podem se tornar a porta de entrada para os atacantes.

Como solucionar problemas de cibersegurança nos serviços financeiros  com a ManageEngine

A proteção da infraestrutura financeira precisa ser feita em várias frentes, mitigando os riscos de vulnerabilidades e ataques. Apesar de parecer um desafio, isso é possível ao implementar ferramentas que ajudem a ter uma visão abrangente e contínua de seu ambiente.

Aqui estão algumas formas para aumentar essa proteção.

Gestão de Identidade e Acesso  

Com os ataques de engenharia social para conseguir entrar no ambiente e, por meio da movimentação lateral, conseguir acessos administrativos, é necessário ter alta proteção de identidades.

O ManageEngine AD360 é uma solução corporativa de IAM que ajuda a gerenciar identidades, proteger o acesso e garantir a conformidade. Ele vem com recursos avançados, como gerenciamento automatizado do ciclo de vida da identidade, SSO seguro, MFA adaptável, fluxos de trabalho baseados em aprovação, proteção contra ameaças à identidade orientada por UBA e relatórios históricos de auditoria.

Detecção de vulnerabilidades 

Encontrar as vulnerabilidades de seu ambiente antes de cibercriminosos é crucial. Escaneie os dispositivos e identifique vulnerabilidades/exploits para descobrir as brechas de forma proativa.

O Vulnerability Manager Plus é uma ferramenta certa para detecção de vulnerabilidades. Ela faz gerenciamento ponta a ponta que oferece cobertura abrangente, visibilidade contínua, avaliação rigorosa e remediação integral de ameaças e vulnerabilidades a partir de um único console, ao escanear áreas expostas, fazer análise de ataques e priorizar as que são mais susceptíveis de serem exploradas por um invasor e mitigar a exploração de brechas.

A solução descobre áreas expostas de endpoints, faz a análise de ataques e quais áreas devem ser priorizadas e mitiga a exploração de brechas de segurança em sua rede.

Segurança na nuvem 

Empresas grandes trabalham com o armazenamento híbrido; por isso, é necessário investir na proteção nas duas pontas. A segurança na nuvem deve ter um olhar cuidadoso, pois ela necessita de especificações diferentes do on-premises para proteger os dados ali armazenados.

O Cloud Security Plus faz esse trabalho para você. Ele permite a total visibilidade das infraestruturas em nuvem AWS e Azure, possui relatórios abrangentes e perfis personalizáveis de alerta, permitindo que você rastreie, analise e reaja a eventos que acontecem em seus ambientes em nuvem.

Proteção de dados 

Os dados sensíveis devem ser monitorados constantemente para evitar o seu vazamento. Limite quem tem o acesso a eles e faça o rastreio de onde estão armazenados para a sua gestão e uso responsável.

O Endpoint DLP é a solução avançada para prevenção de vazamento de dados, possibilitando a descoberta avançada de dados, sua classificação, mitigação proativa de ameaças internas, garante a troca de dados através de domínios confiáveis e controle rigoroso de dispositivos.

Com o DataSecurity Plus, você tem controle de todos os seus dados sensíveis, ajudando a combater ameaças internas, evitar perda de dados e atender aos requisitos de conformidade; com proteção contra roubos de dados USB, resposta a ransomware, proteção contra cópias de arquivos e muito mais!

Monitoramento constante e em tempo real

O mais importante de  tudo é ter o ambiente constantemente monitorado, soando alertas em tempo real, para que qualquer mudança ou comportamento anômalo seja detectado assim que a ação seja feita. Desse modo, é possível tomar medidas mais rápidas.

O Log360 é a solução SIEM da ManageEngine com módulo de detecção, investigação e resposta a ameaças (TDIR) automatizadas que capacita seu centro de operações de segurança (SOC) a combater ameaças de forma proativa, melhorar a eficiência e maximizar a postura de segurança.

Além disso, a análise comportamental de usuários e entidades (UEBA) inclui gerenciamento integrado de riscos para priorizar atividades suspeitas, detectando tanto ameaças de evolução lenta quanto padrões complexos de ataque.

Já o OpManager Nexus é a plataforma de observabilidade full-stack, proporcionando a visão completa de sua infraestrutura, com thresholds adaptáveis para o monitoramento proativo.

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