Operações de TI autorreparáveis: o que é self-healing system?

Na era da Inteligência Artificial (IA), falar de automações é quase natural, principalmente no ambiente de TI.

A produtividade dos colaboradores e o excesso de atividades manuais têm se tornado temas centrais nessa discussão e, cada vez mais, organizações procuram por meios de simplificar as operações.

Neste artigo, vamos entender o que são os self-healing system, e por que eles são um ativo tão importante para as empresas atualmente.

O que é um self-healing system?

Self-healing (autorrecuperação) é um modelo tecnológico em que sistemas da infraestrutura de TI podem se recuperar automaticamente de falhas ou problemas sem a necessidade de intervenção humana, ou seja, são sistemas autônomos.

Sistemas autônomos são ferramentas que possuem regras pré-definidas ou que conseguem aprender sem que haja ações humanas a todo o momento. Geralmente, possuem tecnologia de inteligência artificial, machine learning ou workflows automatizados.

Com esses recursos, os sistemas conseguem identificar anomalias, fazer diagnósticos e tomar ações de correções em tempo real.

Self-healing: do reativo ao proativo, mas como funciona?

Sistemas com self-healing estão sendo adotados pelas empresas pela nova e essencial abordagem: a segurança preventiva.

A tecnologia da informação, que atualmente exerce um papel central nos negócios e interliga todos os setores, não pode mais agir de forma reativa.  Além de causar muitas brechas e vulnerabilidades no ambiente, o custo desses erros é cada vez maior, com ataques de cibercriminosos mais sofisticados, avançados e mais difíceis de detectar.

A estratégia agora é outra: ser proativo. Tomar ações e reações antes mesmo que algo aconteça. A qualquer sinal de vulnerabilidade ou de que algo pode falhar, a autorrecuperação já é ativada, prevenindo que um problema maior surja e evitando grandes prejuízos financeiros vindos da recuperação de um incidente.

Por meio do machine learning e inteligência artificial, os sistemas fazem a análise de dados, correlacionando-os a eventos, comportamentos esperados como normais e entendem o que é uma anomalia ou ameaça.

Como são autônomos, ao detectar qualquer sinal que pode prejudicar o funcionamento do ambiente, eles acionam a autorremediação, tornando-se assim proativos, sem necessitar que um alerta seja enviado e um técnico envie uma ação de correção.

Por que implementar o self-healing? Entenda os seus benefícios

O self-healing pode analisar, aprender e reaprender com os padrões e ações tomados. Sendo assim, sempre que algo novo se estabelece, ele irá reaprender os novos parâmetros.

Essa capacidade de análise e antecipação de problemas o torna uma grande vantagem para as empresas. Vamos entender o por quê.

1 - Redução do tempo de inatividade

Com o poder de antecipação, o self-healing evita que falhas aconteçam antes que paralisem as operações ou usuários por longos períodos ou tempos indeterminados.

Esse poder auxilia as empresas a evitarem grandes prejuízos, principalmente os financeiros, pois uma operação paralisada traz atrasos, perda de clientes e das vendas.

Antecipando uma falha com a autorreparação, é possível que um problema maior tenha sido impedido, soando um alerta para os técnicos checarem o que pode ter ocasionado esse reparo.

2 - Suporte técnico mais assertivo

O self-healing faz pequenos ajustes automatizados e que, na maioria das vezes, por serem simples e eficientes, não precisam que uma pessoa intervenha; e essa é sua grande vantagem.

Ao implementar o self-healing nas operações, os técnicos não gastam seu tempo com as atividades que podem ser automatizadas, e focam no que realmente precisam de sua atenção, como resolução de problemas, suporte técnico e falhas de segurança.

3 - Melhoria do SLA

Muitas tarefas repetitivas podem ser corrigidas com um simples workflow. Enquanto o help desk está atolado de tickets, muitos deles poderiam ser distribuídos para a função de self-healing.

Além da diminuição de tickets, o que melhora o desempenho dos técnicos, atendendo somente o  que depende da sua atenção, os usuários se sentirão mais satisfeitos, pois seus chamados serão finalizados, seus problemas resolvidos com mais agilidade e evita retrabalho dos técnicos.

4 - Aumento da produtividade

O self-healing traz um impacto direto na produtividade, pois ele age principalmente de modo proativo, detectando falhas e sempre se adaptando a novos cenários, como novos tipos de ataques cibernéticos.

E como visto nos tópicos anteriores, o suporte técnico consegue diminuir o número de tickets, mas aumentar a satisfação dos usuários, pois mais chamados são atendidos, mais correções são feitas e menos tempo de inatividade é causado.

5 - Diminuição do MTTR

O Mean Time to Repair (Tempo Médio Para Reparo) é uma das principais métricas de manutenção usadas para mensurar como a empresa responde a resolução de problemas. Ele calcula o tempo que leva para reparar um sistema ou equipamento após uma falha.

Quando aplicado o self-healing, essa métrica irá diminuir, pois a resposta será muito mais rápida do que se feita manualmente.

Qual a importância da autorremediação?

Não é segredo que as infraestruturas de TI estão cada vez mais complexas. A tecnologia da informação não possui mais o papel de suporte, mas se tornou fundamental para todas as empresas funcionarem, tendo a função de serviços, operacional e segurança.

Com isso, é necessário que a atenção e monitoramento sejam constantes, pois qualquer falha pode ser desastrosa. Desde um site inoperante até uma brecha de segurança, as organizações são totalmente dependentes da TI hoje, por isso, o investimento em segurança preventiva é crucial.

Mas como lidar com essa complexidade e informações constantes? A automatização tem se tornado uma peça fundamental nessa engrenagem. E por isso o self-healing está sendo cada vez mais implementado nesses ambientes.

Com sua ajuda, o monitoramento se torna mais fácil, além de ajudar com comportamentos previsíveis, assim como as ações proativas se tornam constantes. Tudo isso gera diversos impactos positivos, reduzindo custos, aumentando a produtividade e aprimorando os sistemas em geral.

Agora que estabelecemos a importância da autorreparação, entenda como a ManageEngine pode auxiliar em sua implementação.

É possível aplicar o self-healing com a ManageEngine?

A ManageEngine já possui diversas soluções com machine learning, inteligência artificial e workflows que ativam o self-healing, auxiliando na distribuição na carga de TI.

OpManager Nexus possui workflows automatizados que identificam eventos, executam respostas predefinidas e reduzem o tempo médio de resolução (MTTR).

O Site24x7 oferece monitoramento de TI com recursos de AIOps, com o qual é possível automatizar a correção de problemas ao criar perfil de automação e organizar workflows automáticos para corrigir alertas, incidentes e eventos.

Já o ServiceDesk Plus proporciona automação de workflows com single-touch, conectando sistemas e serviços diferentes e automatizar processos complexos de ponta a ponta, como gestão de mudanças, integração de funcionários, remediação de incidentes e possui integração com ferramentas nativas da ManageEngine e de terceiros para unificar cada vez mais a gestão de TI.

Para aprimorar a experiência digital do funcionário, o DEX Manager Plus coleta diversas métricas em tempo real, como idade da máquina, lentidão da rede, potência do Wi-Fi, saúde do disco, uso de memória, etc., para definir a integridade das máquinas, de forma personalizável.

Possuindo esses dados, a ferramenta possui workflows que podem ser definidos para rodar tarefas automatizadas, contendo sensores, scripts e demais ações, partindo de extensões do fornecedor já prontas ou podendo ser customizadas do zero; resolvendo problemas como travamentos de aplicações, lentidão na inicialização, picos de consumo de recursos e muito mais.

Na questão de segurança da informação e gestão de eventos, o Log360 gerencia logs e faz detecção de incidentes, utiliza o machine learning para detecção de anomalias de forma proativa, utilizando dados contextuais com o UEBA. Além disso, a solução possibilita a remediação automatizada de incidentes por meio de playbooks de resposta e automação de segurança.

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Importante: a ManageEngine não trabalha com distribuidores no Brasil.