Segurança cibernética no setor de energia no Brasil: riscos, casos recentes e estratégias de proteção

O Brasil está entre os países que mais sofrem ataques cibernéticos no mundo. A criação da LGPD ajudou na regulamentação de questões voltadas à segurança cibernética, mas ainda há um longo caminho a percorrer.

Cibercriminosos estão cada vez mais ousados e miram em alvos cada vez maiores, como empresas de grande porte e órgãos governamentais para maior lucro. Um dos setores que está começando a ser mais visado é o de energia elétrica.

Neste artigo, iremos entender como está este cenário e quais estratégias de cibersegurança implementar.

Digitalização no setor de energia elétrica : por que é importante?

Setores que não estão se modernizando e trazendo a tecnologia a seu favor correm o perigo de ficar para trás. A alta demanda que a sociedade traz não possibilita mais recursos manuais. No setor energético, não é diferente.

Nesta área, a tecnologia está sendo utilizada para processos de gestão e consumo de energia mais inteligentes e eficientes, como monitoramento em tempo real, automação de processos, otimização de custos e operações.

Tudo isso também gera um impacto positivo na sustentabilidade, já que os recursos estão sendo otimizados.

Quais os riscos de cibersegurança no setor energético?

O setor de energia elétrica no país já está sendo alvo de cibercriminosos. Quando falamos de ataques cibernéticos neste setor, há duas frentes que podem ser atingidas: a tecnologia operacional (TO) e a tecnologia da informação (TI).

Vamos entender esses dois conceitos.

Ataques à tecnologia da informação

Esses são os ataques mais comuns e, geralmente, estão em busca de informações sensíveis, como dados dos consumidores cadastrados nas empresas. Os alvos são os de gestão empresarial, onde a maioria das informações se encontram.

Ataques à tecnologia operacional 

Aqui, o intuito é parar as operações, o que pode gerar um impacto muito maior, pois pode afetar diretamente o fornecimento de energia para o país, visando a produção, transmissão e distribuição da energia.

Esse tipo de ataque, além de prejudicar as empresas de energia em si, prejudicam diversos outros serviços indiretamente, como o alimentício (perda de alimentos perecíveis), hospitais e outros.

Por que este setor está sendo visado para ciberataques? 

A energia elétrica é uma infraestrutura crítica para o país, ainda mais com sua dimensão. Desestabilizar o seu uso traz grande impacto econômico, social, político e até mesmo para segurança nacional.

Um dos desafios dessa área é a falta de regulamentação própria, como acontece com o setor bancário (BACEN). Apesar de termos a LGPD em vigor, ela é somente para proteção de dados, o que não abrange todos os riscos para o setor elétrico e suas particularidades.

Outro ponto importante é que por ser um sistema básico, ele é antigo, e a maioria das empresas possuem muitos sistemas legados (tecnologia, software ou infraestrutura considerada antiga e que não existe mais maneiras de ser atualizada), o que dificulta a gestão e os deixam mais vulneráveis.

Por ser usado por toda a população, seu banco de dados é vasto, ou seja, uma mina de ouro para cibercriminosos; e pela sua criticidade, também é passível de ataques como ransomware, visando o lucro.

Estratégias para se proteger de ataques

Como um setor de alto impacto, medidas precisam ser tomadas para sua proteção e para diminuir as superfícies de ataque. Enquanto a conscientização e educação sobre cibersegurança ainda é um ponto primordial e avança na sociedade como um todo, há medidas dentro da empresa que podem ser tomadas.

Implemente o Zero Trust

Zero Trust é um modelo de segurança que opera com base no princípio "nunca confie, sempre verifique". Este modelo é um avanço da segurança tradicional baseada em perímetro.

Aqui, o método é sempre verificar qualquer usuário, dispositivo ou aplicação acessando ativos corporativos, usando uma abordagem centralizada na identidade e na autenticação multifatorial (MFA).

Use uma ferramenta anti-ransomware

Esse tipo de solução analisa e monitora automaticamente os arquivos do seu computador para identificar e neutralizar proativamente as ameaças.

Uma ferramenta que possa detectar rapidamente anomalias na atividade de arquivos com máxima precisão e agir de forma proativa, além de recuperação é fundamental para se prevenir deste risco.

Segmentação de redes

A segmentação de redes irá ajudar a mitigar ataques, impedindo que o cibercriminoso se espalhe pelo ambiente e chegue até componentes mais críticos que podem afetar a operação, além de prevenir a movimentação lateral.

Detecção e prevenção de intrusões (IDS/IPS)

Usar uma solução com IDS/IPS auxilia no monitoramento de tráfegos suspeitos.

O Sistema de Detecção de Intrusão (IDS) irá monitorar o tráfego de rede em busca de atividades maliciosas e gerar alertas, enquanto o Sistema de Prevenção de Intrusões (IPS) também irá tomar medidas proativas para bloquear ameaças.

Proteção do setor de energia elétrica com a ManageEngine

A ManageEngine possui um catálogo com diversas soluções, e entre elas, algumas podem auxiliar na proteção cibernética neste setor.

  • Log360: O Log360 é uma solução SIEM unificada com recursos DLP e CASB integrados que detecta, prioriza, investiga e responde a ameaças de segurança. Entre seus recursos, temos detecção e resposta de incidentes, detecção de ameaças, análise de segurança em tempo real, gerenciamento integrado de conformidade, UEBA e muito mais.

  • Endpoint Central: esta solução proporciona detecção e correção de ameaças, proteção contra ransomware, antivírus, correção de vulnerabilidades e análise de endpoints.

  • OpManager Plus: obtenha uma visão holística da sua infraestrutura com esta solução de observabilidade full-stack para a gestão proativa da sua rede, obtenha análise da causa raiz, thresholds adaptativos e outros recursos para proteger seu ambiente.

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Importante: a ManageEngine não trabalha com distribuidores no Brasil.