Shadow AI: como contornar os riscos na sua organização?

Nos dias de hoje, o uso de inteligência artificial em suas várias formas é cada vez mais comum em ambientes corporativos. O motivo é simples: muitas dessas ferramentas são capazes de otimizar processos tediosos e completar tarefas longas em questão de segundos. À primeira vista, elas são uma fonte de conhecimento imediato, completo e praticamente ilimitado.

A adoção descentralizada de ferramentas de inteligência generativa gerou uma vertente crítica para a segurança cibernética corporativa. Quando colaboradores utilizam essas aplicações sem homologação técnica, eles contornam políticas de retenção. O resultado é a expansão da superfície de ataque e o risco iminente de perda de propriedade intelectual.

E é aí que entra o principal perigo dessa nova subcategoria de Shadow IT (termo "guarda-chuva" que se refere ao uso de softwares, dispositivos e recursos sem o conhecimento da TI): o vazamento acidental de dados que pode ocorrer devido ao uso de ferramentas de IA aparentemente inofensivas.  
 

O que é Shadow AI? 

De forma simples, Shadow AI é o termo utilizado para descrever o uso indevido de inteligência artificial em ambientes de trabalho. Sem a aprovação formal ou supervisão do time de TI, funcionários podem expor informações sensíveis da empresa e os seus fluxos de trabalho ao colocá-las em ferramentas fomentadas por IA.

Mas, afinal, quais são as principais ameaças da Shadow AI? Como essa prática "inocente" pode colocar uma organização inteira em risco? Como podemos nos proteger de uma ameaça tão silenciosa?

Fique neste artigo para descobrir!

Principais Riscos 

1. Vazamento de dados  e problemas legais

Esse é de longe o maior perigo da Shadow AI.

Vamos supor que um colaborador utilize alguma ferramenta de IA generativa para organizar informações sensíveis e cumprir uma demanda específica. Mesmo que ele saia do aplicativo e feche a aba, todos os prompts e dados utilizados ainda vão estar gravados em servidores completamente desconhecidos.

Sem saber, esse indivíduo acabou de aumentar exponencialmente o perímetro de ataque da sua organização. Longe da proteção de ferramentas e processos implementados pelo TI, esses dados ficam à mercê de criminosos virtuais. 



Além disso, a instituição atacada pode sim ser responsabilizada pelos danos causados aos seus clientes e parceiros em caso de vazamento. Regulamentações como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) são especialmente rígidas com infrações das suas políticas de proteção a dados sensíveis e pessoais.

O prejuízo em multas pode ser de até 2% do faturamento da empresa, sem contar com possíveis processos e outros custos judiciais.    

2. Exposição a longo prazo

Inteligências artificiais generativas são treinadas para absorver conhecimento, não só de bancos de dados online, mas também por meio das conversas com os seus usuários. Ao expor a propriedade intelectual da empresa a essas ferramentas, existe o risco real dessas informações aparecerem em respostas para outras pessoas que utilizam a mesma plataforma.

Um dos casos mais famosos foi o que aconteceu com a Samsung em 2023, quando colaboradores acidentalmente expuseram códigos confidenciais porque fizeram uso da IA para resolver um bug.

3. Decisões baseadas em alucinações  

No caso da inteligência artificial, "alucinações" ocorrem quando a ferramenta utilizada gera resultados imprecisos e incorretos baseados em padrões ou objetos inexistentes.

Quando a IA é utilizada para tomada de decisões importantes no contexto corporativo, esse fenômeno pode acontecer e resultar em erros graves com consequências desastrosas. Esses recursos são programados para dar respostas que parecem coerentes, mesmo quando não condizem com a realidade.

Por isso, depender destes outputs sem nenhum tipo de validação e verificação é uma receita para o desastre.

Como se proteger?

Apesar de a Shadow AI ser uma ameaça relativamente recente, já existem diversas técnicas que empresas podem implementar para proteger seus dados sensíveis e mitigar os maiores riscos do uso da Inteligência Artificial em ambientes corporativos.

1. Treinamentos e conscientização

Ferramentas de IA já fazem parte do dia a dia da maioria das pessoas, seja dentro ou fora do trabalho. Porém, poucas estão cientes de todos os perigos atrelados ao uso dessas tecnologias.

Na grande maioria dos casos, os responsáveis por esses vazamentos não têm intenções maliciosas. Muito pelo contrário, eles utilizam a IA com o intuito de resolver problemas e completar tarefas.  

Por isso, é importante que a empresa faça a sua parte em preparar os seus colaboradores. A conscientização sempre é o primeiro passo para a prevenção.

2. Identificação e mapeamento

Pode não parecer, mas erros no mapeamento podem acarretar grandes problemas no futuro.

A mitigação começa pela visibilidade completa. Sem plataformas capazes de analisar o tráfego de rede e inspecionar acessos em nuvem, a equipe de segurança atua no escuro. É mandatório mapear quais domínios externos estão ativos e monitorar o volume de tráfego de saída para estancar vazamentos.

3. Governança bem pensada e estruturada

Apesar dos riscos da Shadow AI, banir toda e qualquer ferramenta fomentada por IA não vai resolver os problemas da empresa. Na realidade, esse tipo de medida rígida pode até incentivar seus colaboradores a encontrarem outros meios de utilizar esses recursos.

Querendo ou não, a inteligência artificial está aqui para ficar. Então, cabe à organização otimizar o uso dela por meio de políticas inteligentes e flexíveis.

Crie regras claras sobre o que deve ou não ser feito e quais dados podem ser compartilhados. Também defina quais aplicações não são permitidas sob nenhuma circunstância e quais precisam de aprovação prévia para serem utilizadas, sempre mantendo a transparência sobre os motivos por trás de cada decisão.  

Como impedir Shadow AI com soluções da ManageEngine?

Sem as soluções corretas, proteger-se de uma ameaça silenciosa como a Shadow AI é uma tarefa praticamente insustentável. Por isso, essa escolha é imprescindível para que organizações evitem problemas futuros e assegurem a defesa de seus dados mais sensíveis.

Como uma solução robusta de proteção de dados, o Data Security Plus devolve o controle ao time de operações.

Por meio de agentes de monitoramento contínuo, a plataforma detecta anomalias de transferência de arquivos e proíbe operações de cópia de área de transferência envolvendo dados sensíveis para sites não sancionados.

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Conclusão 

Apesar de a Shadow AI ser uma ameaça particularmente difícil de se rastrear e cada vez mais comum conforme o uso de Inteligência Artificial aumenta em ambientes de trabalho, ela não é inevitável.

Desde a conscientização dos funcionários até a criação de regulamentações internas e o uso de ferramentas para mitigar os riscos, existem diversas formas de evitar vazamentos e proteger a integridade da empresa.


O importante é não esperar até que seja tarde demais para dar o primeiro passo na direção certa.  

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