É sempre melhor ser proativo do que reativo em qualquer aspecto da vida. Uma abordagem proativa envolve planejar o futuro e levar em conta os desafios que podem surgir ao longo do caminho. Ao ser proativo, você prevê problemas potenciais e pensa em soluções que os manterão afastados. Você também prepara soluções que mitigarão os danos caso o problema persista.

Ser proativo é sempre melhor. Mas isso não significa que você não precise de uma abordagem reativa. E se um problema persistir, apesar de todas as salvaguardas que você implementou? Você precisa reagir de forma eficaz para que a extensão dos danos causados pelo problema seja reduzida e você possa evitá-lo rapidamente.

Abordagens proativas para a segurança cibernética

Ao construir as defesas cibernéticas da sua organização, é importante ter táticas proativas e reativas para combater ameaças. Você deve se planejar para todos os tipos de incidentes antes mesmo que eles ocorram:

  1. Realização de uma análise de risco abrangente: uma análise de risco permitirá identificar o grau de risco ao qual cada ativo de dados crítico está exposto. Com base no nível de risco, você pode priorizar seus ativos e seus diferentes mecanismos de defesa.

  2. Realizando testes de penetração: É sempre melhor se auto-hackear antes que alguém mal-intencionado faça isso por você! Os testes de penetração ajudam você a encontrar as vulnerabilidades que os invasores procuram e a corrigi-las proativamente. É sempre bom manter sua equipe de segurança engajada.

  3. Desenvolvendo casos de uso com base em táticas populares de adversários: Empresas de análise como Gartner e Forrester destacaram a importância de uma abordagem baseada em casos de uso para a defesa cibernética. Você deve identificar os principais ataques dos quais sua organização pode ser vítima e implementar as técnicas de defesa adequadas para esses casos de uso. Você deve desenvolver casos de uso essenciais e complexos. Você pode construir casos de uso mais eficazes usando frameworks como o MITRE ATT&CK.

  4. Usando inteligência de ameaças: Os feeds de inteligência de ameaças ajudarão você a monitorar URLs, domínios e IPs maliciosos que tentam invadir sua rede. Eles podem ser bloqueados assim que identificados. Certifique-se de assinar pelo menos três feeds de inteligência de ameaças diferentes, pois o que um feed fornece, o outro não.

  5. Usando algoritmos de machine learning para detecção de anomalias: você pode usar a detecção de anomalias para encontrar atividades anormais sendo realizadas por usuários e em hosts na rede. Com base no desvio da anomalia em relação ao normal, uma pontuação de risco será atribuída à entidade. Se a pontuação de risco ultrapassar um determinado limite, você saberá que precisa tomar medidas.

  6. Educando os usuários: Os usuários são o elo mais fraco e sua rede é tão segura quanto esse elo mais fraco. A segurança cibernética precisa se tornar uma cultura dentro da sua organização. Treinamentos de conscientização sobre segurança cibernética devem ser oferecidos a todos os funcionários pelo menos uma vez a cada seis meses.

Abordagens reativas

Acima, discutimos algumas das abordagens proativas para a segurança cibernética. Caso um ataque ainda ocorra, as seguintes abordagens reativas podem ajudar a mitigar os danos.

  1. Configurando alertas e regras avançadas de correlação de eventos: Alertas e regras de correlação podem ajudar você a reconhecer ameaças conforme elas ocorrem na rede. Você precisa criar regras que procurem por ocorrências maliciosas. Assim que algo malicioso for identificado, você precisa ser notificado imediatamente por meio de um alerta por SMS ou e-mail.

  2. Automatizando respostas a incidentes com workflows: Se um ataque ocorrer, você não quer esperar receber um e-mail ou alerta por SMS para agir. O ideal é que sua solução de análise de segurança execute alguma ação de resposta automaticamente. Para isso, você precisa configurar workflows que possam executar ações como desabilitar um usuário, desligar um servidor ou executar um script para alterar as políticas de firewall.

  3. Realizar análises forenses para identificar a causa raiz: Você precisa ter a capacidade de voltar no tempo e descobrir exatamente por que um ataque ocorreu. Houve algum usuário envolvido e, em caso afirmativo, quem foi? Quais processos foram executados e de onde? Em que momentos as atividades maliciosas foram realizadas? Você precisa realizar uma investigação completa para encontrar as respostas a essas perguntas urgentes.

  4. Desenvolver políticas para informar as partes afetadas e outras partes interessadas: você precisa de políticas e procedimentos para informar as pessoas quando ocorre um acidente. Algumas normas de conformidade exigem isso.

  5. Aprendendo com a experiência para que isso não aconteça novamente: Nenhuma organização deseja que um ataque ocorra em sua rede. Se acontecer uma vez, a organização deve aprender sobre o ocorrido e tomar medidas para garantir que não aconteça novamente.

Tanto as abordagens proativas quanto as reativas são partes integrantes de uma estratégia de defesa cibernética em camadas. Certifique-se de que ambas as abordagens estejam integradas às suas defesas cibernéticas para garantir uma segurança cibernética abrangente e eficaz em sua organização.

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