Entenda o que é governança de dados e IA e porque é importante

A governança de dados já era uma preocupação com regulamentações de setores e leis implementadas, como a LGPD no Brasil, que fizeram com que muitas empresas prestassem mais atenção em como lidavam com informações sensíveis.
Nos últimos anos, com o hype da inteligência artificial e sua implementação, somou-se mais um desafio a esta questão. Neste artigo, vamos entender qual é a ligação entre a governança de dados e IA e sua importância.
O que é governança de dados?
Os negócios atuais precisam tomar cada vez mais decisões assertivas para ter um bom investimento e captação de usuários. Para isso, o uso de dados se tornou fundamental, uma vez que tudo hoje está no digital.
Porém, esses dados devem ser precisos. A governança de dados é justamente o processo, as políticas e práticas que irão cuidar do ciclo de vida dos dados, desde sua aquisição até o descarte, certificando-se de que eles estão sendo utilizados de forma apropriada, ou seja, responsável, ética e segura.
Nesse escopo, também é averiguado se os dados estão íntegros para serem usados e se atendem às normas regulatórias. Além disso, é determinado as funções, responsabilidades e padrões para que esses dados sejam usados.
Por que ter governança de dados ?
Cada organização utiliza um framework para extrair o melhor da governança de dados de acordo com objetivo que deseja alcançar. O framework nada mais é do que a estrutura das diretrizes que serão colocadas em prática para a governança de dados, como um guia para a empresa.
E entre as principais vantagens de se implementar a governança de dados, podemos citar:
Centralização de informações
Muitas empresas sofrem com silos de dados, ou seja, informações que não possuem um processo único e, quando necessário, é uma dor de cabeça para conseguir organizar tudo em algo que seja substancial.
Implementar um processo de governança ajuda a acabar com esses silos, porque pode determinar o uso de ferramentas, como esses dados irão ser armazenados, formas de backup, entre outros.
Eficiência operacional
Dados bem armazenados, íntegros e seguros ajudam na eficiência operacional, pois tudo está integrado de forma produtiva. Não há duplicatas ou arquivos nomeados errados, os colaboradores sabem onde procurar e também é possível a troca facilitada entre departamentos. Um processo estabelecido também diminui as chances de erros humanos.
Tomada de decisões baseada em métricas
As decisões serão mais assertivas, pois os dados estarão fáceis de serem utilizados e analisados, sem riscos de algum deles ser esquecido ou usado mais de uma vez.
Parte da governança de dados é fazer sua gestão, o que trará dados com melhor qualidade para serem transformados em métricas.
Segurança e controle
Entender onde os dados estão sendo armazenados, como estão sendo processados e quem tem acesso ao quê é uma parte fundamental da sua governança. É necessário estabelecer diretrizes para que os dados fiquem seguros, diminuindo os riscos de vazamento ou acessos indevidos. Para isso, a gestão de identidade e acesso com o recurso de privilégios mínimos, especialmente para dados sensíveis, é indispensável.
Alinhamento com a conformidade
Todo o processo de governança de dados faz parte de estar de acordo com leis e regulamentações. Há uma responsabilidade empresarial desde o momento em que os dados são coletados, armazenados e até mesmo como devem ser descartado ao final do processo.
Qual é a ligação entre a Governança de Dados e a Inteligência Artificial (IA)?
O uso de dados pode trazer muitos benefícios para as empresas, mas também pode se tornar um desafio quando há a coleta desenfreada sem uma boa governança. O mundo está altamente digitalizado e tudo o que é feito deixa uma pegada: qualquer acesso vira um dado. Assim, as empresas estão enfrentando um acúmulo de informações.
A Inteligência Artificial chegou neste momento para ser um auxiliar neste aspecto. Ao saber usar de forma bem aplicada, a IA pode ser o bote salva-vidas neste complexo cenário.
Com seu poder de automação e rápido processamento, sua aplicação pode ser usada para analisar uma grande quantidade de dados, identificando e estabelecendo padrões, detectando anomalias e criando insights que, ao ser feito de forma manual, demoraria muito mais tempo.
O outro lado da moeda: a Governança da IA
Ao mesmo tempo que a Inteligência Artificial possui um grande poder de automação e está se mostrando eficaz neste sentido, é necessário analisar um outro lado.
Não podemos esquecer que a IA aprende e se aprimora de acordo com as informações que recebe, e, por isso, é necessário tomar cuidado com que tipo de dados a inteligência artificial que está sendo usada em sua empresa está sendo alimentada.
A Governança de IA foi estabelecida nesse sentido. Ela se refere às práticas e processos que garantam que todos os sistemas, softwares e ferramentas de inteligência artificial estão sendo desenvolvidos e usados de forma ética, segura e responsável.
Assim, garante-se que os dados estão seguros e não ocorrerá vazamentos, assegura a privacidade; evita ouso indevido e supervisiona para casos de vieses e informações incorretas, gerando mais confiança aos usuários.
Para saber mais sobre IA responsável e ética, assista a este episódio do Server Room Brasil Podcast.
Assim, a governança de dados e de IA estão intrinsecamente ligadas atualmente, sendo que há poderosas ferramentas para se utilizar para potencializar a extração de dados, mas ao mesmo tempo, é necessário se entender os riscos e estabelecer uma governança também para o seu uso.
Melhores práticas para implementar a Governança de Dados e IA
Entendemos que a governança de dados e a inteligência artificial se tornaram de extrema importância para os negócios, tendo uma posição estratégica para os negócios no mercado.
Com boas práticas aplicadas, é possível usar dados e IA de forma segura e responsável, escalando as atividades com otimizações e com recursos pontuais assertivos.
Aqui estão alguns passos para se implementar a governança de dados e IA:
1 - Defina funções e responsabilidades
Atribua os responsáveis por cada parte da governança. Isso torna o ambiente mais seguro pois concede os acessos e seus privilégios aos usuários corretos, prevenindo excessos de privilégios e vazamento de dados.
2 - Defina planos de ação
Com base nos objetivos da empresa, estabeleça processos que devem ser seguidos. Isso pode ser de acordo com departamentos, grupos, projetos, etc. Possuir uma ferramenta de workflows automatizada pode auxiliar nesta etapa, pois ajuda a visualizar todo o processo, desde quais passos seguir, quem são os responsáveis, como chegar na meta, tempo de duração, etc.
3 - Monitoramento contínuo
Quando estamos falando de dados, o monitoramento contínuo e em tempo real é sempre necessário. Qualquer sinal de anomalia ou comportamentos fora do padrão pode significar que algo está errado: desde um ataque, um vazamento ou um simples erro que pode levar a um apagamento de arquivo, por exemplo.
Seja qual for a razão, qualquer mudança no ambiente pode gerar um grande impacto, e quando mais rápido isso for detectado, mais fácil é de ser remediado.
4 - Ferramentas de controle
Soluções que auxiliem na auditoria, gestão e controle do ambiente são um fator decisivo. Fazer tudo isso de manualmente se tornou impossível. Soluções automatizadas e proativas que fazem o controle de acesso, vazamentos e comportamento de entidades é algo fundamental.
5 - Conscientização, treinamentos e comitês
A conscientização de funcionários é algo que deve ser constante. Novos tipos de ameaças estão sempre surgindo, e agora, com o uso da IA, eles devem entender tanto os riscos de golpes quanto o uso responsável da inteligência artificial.
Treinamentos dinâmicos e com atualizações sempre devem ocorrer. Estabelecer comitês de éticas para desenvolver e aprovar o uso de ferramentas de IA também é um passo importante para saber qual é seu comportamento e como ela pode afetar o negócio.
ManageEngine - sua aliada na proteção de dados
Hoje, a proteção de dados tem que se tornar algo instintivo para as empresas - como respirar. Ela deixou de ser opcional há alguns anos, e não é somente para estar de acordo com leis e regulamentações, mas porque os dados estão em todos os lugares, e não os proteger significa estar totalmente exposto.
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