Qual a diferença entre IAM e IGA e por que sua empresa precisa dos dois?

Qual a diferença entre IAM e IGA e por que sua empresa precisa dos dois?

Enquanto as ameaças cibernéticas se tornam cada vez mais avançadas e complexas, muitas organizações parecem não ter evoluído suas políticas de Gerenciamento de Identidade e Acesso (IAM) ou de Governança e Administração de Identidade (IGA).

À primeira vista, pode parecer que ambos os conceitos são iguais ou que sua empresa precisa escolher entre um e outro. No entanto, esse pensamento está incorreto: essas disciplinas são complementares e funcionam melhor quando atuam em conjunto.

No artigo de hoje, vamos entender quais são as diferenças entre IAM e IGA e porque as organizações estarão mais seguras assim que aplicarem os dois. Continue lendo!

O que é IAM?

O IAM  é o conjunto de políticas que garante a verificação de identidades dentro de um ambiente, autenticando dispositivos e usuários, permitindo o acesso adequado em aplicações e sistemas. Esse pilar da cibersegurança pode ser resumida em três perguntas:

  • Quem é você? (autenticação),

  • O que você tem permissão para acessar? (autorização),

  • Como essas permissões podem ser verificadas? (controle).

Um estudo de mercado revelou que 80% das empresas acreditam que alguns ou todos os ataques sofridos poderiam ter sido evitados com uma robusta política de gestão de identidade. Esse número destaca que, apesar dos novos riscos associados às identidades, muitas organizações ainda não estão preparadas para protegê-las.

De modo geral, as políticas de IAM incluem:

  • Autenticação multifator (MFA): recurso que adiciona mais uma camada de segurança ao exigir outros fatores de verificação, indo além de somente nome de usuário e senha. Podem ser implementadas políticas de biometria ou senha de uso único (OTP), por exemplo;

  • Single Sign-On (SSO): permite que usuários acessem mais de uma aplicação a partir de um único login, reduzindo a quantidade de senhas criadas;

  • Controle de Acesso Baseado em Funções (RBAC): ao invés de atribuir permissões elevadas individualmente para cada usuário, o RBAC as define com base nos cargos ou funções dentro de uma organização.

O ADSelfService Plus, da ManageEngine, por exemplo, oferece recursos IAM como MFA para endpoints e políticas de senha granulares.

Os maiores desafios de IAM em 2026

O novo perímetro digital em 2026 é a identidade. Uma vez que a grande maioria dos ataques começam com uma identidade violada, é preciso ter atenção redobrada para garantir que todos os acessos dentro do ambiente sejam validados e autenticados da maneira correta.

A gestão de identidade sofreu grandes transformações ao longo dos anos: o modelo "castelo e fosso" partia da premissa de que a rede da empresa é um ambiente totalmente seguro, enquanto tudo que estava do lado de fora era considerado perigoso.

Esse conceito é o oposto da nova arquitetura Zero Trust, já que se pensava que todos os acessos ao ambiente eram de funcionários verificados e autenticados. Porém, esse modelo facilitava o ataque de invasores, justamente porque não existiam verificações rigorosas dentro da rede.

Logo, uma vez dentro do ambiente, o invasor tinha acesso a todas as informações sem nenhum tipo de restrição.

Com o avanço do trabalho remoto, das políticas de Bring Your Own Device (BYOD) e da adoção de aplicações em cloud, essa abordagem tornou-se ineficiente e assim o IAM ganhou mais força num contexto mais moderno. De toda forma, isso não significa que os riscos diminuíram; eles apenas mudaram de formato:

  • Identidades não humanas (NHI): as NHIs agora fazem parte do ambiente de TI, representando o acesso de máquinas, sistemas ou aplicações que não são gerenciados por um humano. A baixa rotatividade dessas identidades expõem tokens de acesso e acumulam permissões elevadas;

  • BYOD sem supervisão: ao permitir que funcionários utilizem seus dispositivos pessoais para fins corporativos, é necessário aplicar outras camadas de segurança. O maior perigo reside na perda ou roubo desses dispositivos, que possuem acesso muitas vezes irrestrito dentro da rede;

  • Acessos ativos de ex-funcionários: representam uma enorme falha de segurança pela falta de provisionamento de acesso. Mesmo não fazendo parte do quadro de funcionários, um antigo colaborador permanece com seu acesso ativo e as permissões intactas.

 O que é IGA?

Governança e Administração de Identidade (IGA) é a disciplina que supervisiona e controla os processos de gestão de identidade, oferecendo visibilidade sobre quem tem acesso, para quê e por quanto tempo.

As organizações gerenciam dezenas ou centenas de acessos diferentes em razão do número de contas que são necessárias hoje, sejam em aplicações, sistemas on-premises, serviços em cloud ou aplicações de SaaS (Software as a Service). Isto é: cada identidade é um risco em potencial para ataques de invasores e manipulação indevida de dados confidenciais.

Sem uma governança adequada sobre esses acessos e identidades digitais, o ambiente da organização está exposto e vulnerável a ataques de todos os tipos.

Os principais componentes do IGA são:

  • Gerenciamento do ciclo de vida de identidades (ILM): automatiza o provisionamento, mudanças ou remoção de acessos dentro da organização, seja com a entrada ou saída de funcionários;

  • Governança de acesso: supervisiona quem tem acesso a determinados recursos, por quanto tempo e por qual finalidade. Um acesso com permissão elevada pode ser concedido a determinado funcionário para realizar uma ação temporária (como o acesso Just in Time), mas se ele não for revogado, também representa um enorme risco.

O AD360 da ManageEngine, por exemplo, realiza toda a parte de ciclo de vida de identidades, auditorias, workflows e automações. Já o PAM360, permite o acesso Just in Time, gestão de contas privilegiadas e granularização de acessos e recursos.

Como o IGA é fundamental para manter a conformidade?

Outro ponto importante da disciplina IGA é que ela desempenha um papel fundamental para garantir conformidade com regulamentações e facilitar trilhas de auditorias.

Ao automatizar workflows de aprovação, provisionar identidades e seus acessos e garantir a exclusão de contas inativas, por exemplo, as soluções de IGA reúnem um histórico detalhado fácil de ser auditado. Isso melhora a compreensão de órgãos regulatórios e mantém a empresa de acordo com as normas estabelecidas.

Normas como LGPD, GDPR, SOX, HIPAA e PCI DSS exigem que apenas usuários selecionados devem ter acesso a certos tipos de informações sensíveis, e comumente realizam trilhas de auditorias para verificar como as organizações estão lidando com essa questão.

O ADAudit Plus da ManageEngine permite automatizar a geração de relatórios de conformidade para as principais auditorias e habilitar alertas de violações em tempo real, com User Behavior Analytics (UBA), para garantir as correções imediatas.

É importante destacar que estar em conformidade não significa apenas deixar de ser penalizado, mas sim oferecer um ambiente de TI seguro, previsível e com planos de reação em caso de ataques ou invasores.

O IGA permite uma governança completa das identidades dentro da rede, revogando permissões elevadas antes que sejam exploradas, removendo contas órfãs que podem estar vulneráveis e controlando permissões automaticamente caso um funcionário mude de cargo ou departamento.

Diferença entre IGA e IAM: por que sua empresa precisa das duas abordagens?

O IAM garante que os usuários tenham acesso autenticado para realizar funções do dia a dia e consultar informações específicas, tendo um foco muito maior na parte operacional. Ele tende a ser mais reativo, atendendo à solicitações de acesso e realizando a autenticação em tempo real.

Por outro lado, o IGA é o que define as regras de acesso, realiza o provisionamento, revisa permissões elevadas frequentemente e gerencia o ciclo de vida de identidades, com um foco na parte estratégica. É mais proativo: implementa controles de segurança e consegue antecipar possíveis vulnerabilidades por meio de análises regulares sobre as identidades dentro de uma rede.

É como se o IGA criasse o mecanismo de fechadura de uma porta e o IAM providenciasse a chave.

Sua empresa precisa ter os dois sistemas porque eles se sobrepõem em vários processos cruciais relacionados à verificação de identidade, como o login e o log off de usuários em um sistema ou aplicação. Enquanto o IAM valida permissões elevadas, o IGA analisa o uso dessas permissões para impedir explorações de vulnerabilidades.

Quando atuam juntos, proporcionam a arquitetura Zero Trust: ao contrário do modelo tradicional de castelo e fosso, o Zero Trust assume que nenhum usuário dentro da rede é confiável e aplica o princípio do privilégio mínimo.

Tabela comparativa: diferenças entre IAM e IGA

Soluções da ManageEngine para IAM e IGA

Para diminuir ainda mais as vulnerabilidades relacionadas à identidade dentro do seu ambiente de TI, é necessário que sua organização conte com soluções de IGA e IAM.

Dentro do portfólio da ManageEngine, temos soluções que atendem às necessidades de toda a gestão de identidades, como:

AD360

O AD360 é a solução ideal para ambientes híbridos. Ele funciona como um "guarda-chuva" que integra as seguintes ferramentas:

  • IAM: gerencia o ciclo de vida completo do usuário no Active Directory, Azure e Google Workspace. Inclui SSO (Single Sign-On) e MFA Adaptativo;

  • IGA: oferece workflows de aprovação para solicitações de acesso e automação de tarefas rotineiras (como desativar usuários inativos), garantindo que as políticas de segurança sejam seguidas sem intervenção manual constante;

  • UBA (User Behavior Analytics): detecta anomalias de acesso e possíveis ameaças internas a partir da análise de comportamento dos usuários, sinalizando tentativas suspeitas de login, por exemplo.

Você pode agendar uma demonstração personalizada e gratuita do AD360 clicando aqui.

Identity360, plataforma cloud-native

Desenvolvida para atender empresas que buscam uma arquitetura moderna em cloud, sem infraestrutura on-premises ou que atuam de forma híbrida, o Identity360 foca em:

  • Universal Directory: centraliza identidades de diversas fontes (SaaS, RH, EntraID) em um único diretório em cloud;

  • Orquestração de IGA: automatiza o processo de onboarding e offboarding em múltiplas aplicações simultaneamente;

Entenda como o Identity360 pode simplificar a gestão de identidades na sua empresa clicando aqui.

PAM360

Dentre as soluções de IGA da ManageEngine, o PAM360 é a solução para governar as contas com acessos privilegiados:

  • Controla e monitora o acesso a servidores, bancos de dados e dispositivos de rede;

  • Oferece gravação de sessões e rotação automática de senhas, fechando a lacuna de governança em contas de alto risco;

  • Define acessos privilegiados por um período personalizado, reduzindo as chances de exploração de privilégios elevados.

Entenda como o PAM360 pode gerenciar os acessos privilegiados na sua organização clicando aqui.

Nota: Encontre a revenda da ManageEngine certa. Entre em contato com a nossa equipe de canais pelo e-mail latam-sales@manageengine.com.

Importante: a ManageEngine não trabalha com distribuidores no Brasil.