Detecção de ameaças internas
Ataques externos não são as únicas ameaças à segurança cibernética que uma organização deve considerar ao planejar sua estratégia de cibersegurança. Enquanto você está ocupado enfrentando ameaças como spyware ou ransomware, a maior ameaça à sua organização pode vir de dentro.
As ameaças internas representam um risco crescente à segurança, com o número de incidentes aumentando 44% nos últimos dois anos e o seu custo também aumentou.
Para evitar a perda de dados por pessoas de dentro da empresa, você precisa primeiramente entender quem são elas e identificar de onde vem a ameaça interna.
O que é uma ameaça interna?
Uma ameaça interna refere-se a um risco de segurança representado por indivíduos dentro de uma organização que têm acesso legítimo a sistemas e dados confidenciais, mas, intencionalmente ou não, utilizam esse acesso indevidamente, prejudicando potencialmente a organização. Ao contrário das ameaças externas, as ameaças internas são provenientes de indivíduos confiáveis com acesso autorizado, tornando-as mais difíceis de detectar e mitigar.
Essas pessoas de dentro da organização podem ser classificadas em três tipos:
- Usuários maliciosos: Pessoas mal-intencionadas são indivíduos que buscam prejudicar a organização deliberadamente. Este grupo pode incluir funcionários descontentes, indivíduos em busca de ganhos financeiros ou aqueles que atuam como agentes duplos para concorrentes. Eles usam seu acesso para roubar dados confidenciais, manipular sistemas ou interromper operações. Exemplos de comportamento malicioso incluem: vender dados proprietários a concorrentes, sabotar sistemas ou processos por motivos pessoais ou políticos e vazar informações confidenciais intencionalmente.
- Funcionários negligentes/descuidados: Funcionários internos negligentes são aqueles que colocam a organização em risco inadvertidamente ao não seguir as melhores práticas de segurança. Eles geralmente ignoram ou burlam os protocolos de segurança, levando a vulnerabilidades que podem ser exploradas. Esta categoria de ameaças internas é comum e pode envolver: tornar-se vítima de golpes de phishing devido à falta de conscientização, compartilhar senhas ou informações confidenciais de maneira descuidada, baixar aplicações não autorizadas ou abrir anexos não verificados que introduzem malware.
- Pessoas internas comprometidas: Pessoas internas comprometidas são funcionários que, sem saber, tornam-se uma ameaça à segurança. Isso ocorre quando suas contas são sequestradas por invasores externos, geralmente por meio de phishing, malware ou táticas de engenharia social. Uma vez comprometidas, os invasores podem usar as credenciais do funcionário para acessar sistemas e roubar dados sem levantar suspeitas. Exemplos incluem: credenciais roubadas por meio de um ataque de phishing, um dispositivo pessoal infectado com malware que se espalha pela rede da empresa, compartilhamento de credenciais de login com pessoas não autorizadas, levando ao uso indevido da conta.
Cada tipo de ameaça interna representa um sério risco e a detecção precoce é fundamental para evitar possíveis danos.
Importância da detecção de ameaças internas
Detectar ameaças internas é uma tarefa particularmente desafiadora, pois essas ameaças partem de dentro da organização, envolvendo indivíduos confiáveis e com acesso autorizado a dados confidenciais. Ao contrário das ameaças externas que podem ser bloqueadas por firewalls e outras defesas de perímetro, as ameaças internas exploram as relações de confiança interna dentro de uma organização.
O impacto financeiro das ameaças internas é significativo. De acordo com um estudo global cobrindo um período de 12 meses, o custo das atividades para resolver ameaças internas é de US$ 15,4 milhões. (Maior custo registrado na América do Norte: US$ 17,53 milhões). Lembre-se: esta é apenas uma estimativa aproximada e as organizações reportaram centenas de milhões de dólares em perdas devido a multas, violações de SLA e perdas intangíveis, como diminuição do valor da marca e da fidelidade do cliente.
Ameaças internas são difíceis de detectar, pois:
- As pessoas de dentro da empresa conhecem sua organização melhor do que ameaças externas. Lembre-se de que esses são funcionários que têm acesso aos detalhes da organização e provavelmente sabem como ela seleciona pessoas de dentro da empresa e podem efetivamente combater essas estratégias.
- Pessoas internas podem conhecer as vulnerabilidades existentes na rede e sistemas da organização, o que lhes permite roubar dados valiosos sem que ninguém perceba.
- A maioria das ferramentas de segurança cibernética é projetada para defender a organização contra ameaças externas e não contra ameaças internas.
Indicadores de ameaças internas: indicadores técnicos
Embora os indicadores de ameaças internas sejam muitas vezes difíceis de diferenciar das rotinas regulares de trabalho, há algumas indicações de que há atividade desse tipo de ameaças. Isso inclui indivíduos que estão:
- Baixando uma quantidade anormalmente grande de dados.
- Tentando acessar dados restritos repetidamente.
- Compartilhando dados confidenciais com contas externas.
- Apresentando picos repentinos de tráfego e consumo de largura de banda.
- Tentando acessar dados irrelevantes para a descrição do seu trabalho.
Técnicas avançadas para detectar ameaças internas incluem análise de comportamento de usuários e entidades (UEBA), machine learning e mineração de dados. Essas técnicas também podem ajudar a identificar anomalias no comportamento dos funcionários, podendo indicar atividades maliciosas.
Defesa contra usuários internos
Coibir ameaças internas não é uma atividade única, mas um processo contínuo. Embora seja difícil eliminar ameaças internas, elas podem ser minimizadas com a ajuda de ferramentas inteligentes de monitoramento de segurança de rede e pela implementação das melhores práticas pelos funcionários. As principais estratégias para defesa contra ameaças internas incluem:
- Implementar ferramentas avançadas de monitoramento de rede: As ferramentas tradicionais de segurança de rede geralmente são inadequadas para detectar ameaças internas, pois focam principalmente as ameaças externas. Ferramentas avançadas de monitoramento, como aquelas com análise de comportamento de usuários e entidades (UEBA), são essenciais para identificar atividades internas suspeitas. Elas podem fornecer insights em tempo real sobre o comportamento do usuário, permitindo respostas mais rápidas a ameaças potenciais.
- Treinamento e conscientização de funcionários: Eduque regularmente os funcionários sobre os perigos das ameaças internas e importância de seguir as melhores práticas de segurança cibernética. O treinamento deve abordar como reconhecer tentativas de phishing, proteger dados confidenciais e entender as consequências das violações de segurança. Uma força de trabalho bem-informada é uma linha de defesa essencial contra ameaças internas.
- Triagem pré-contratação e de desligamento:Selecione os novos contratados cuidadosamente e implemente processos de desligamento robustos para os funcionários que deixam a organização. Isso inclui revogar o acesso a todos os sistemas e dados confidenciais imediatamente após o desligamento. Estabelecer políticas claras para esses processos garante que o acesso seja controlado rigorosamente e que riscos potenciais sejam mitigados.
- Gerenciamento de acesso do usuário (UAM): Implemente políticas rigorosas de controle de acesso, garantindo que os funcionários tenham acesso somente aos dados e sistemas necessários para seu trabalho. Limitar privilégios com base na função minimiza o risco de uso indevido de dados. Estabelecer políticas de Controle de Acesso Baseado na Função (RBAC) melhora ainda mais essa estratégia, garantindo que os funcionários tenham acesso apenas às informações relevantes para suas funções.
- Monitore indicadores comportamentais e digitais: Monitore o comportamento digital dos funcionários continuamente, procurando padrões incomuns, como mudanças nos padrões de acesso ou tentativas de burlar os controles de segurança. Auditorias regulares das políticas de segurança devem ser realizadas para detectar anomalias que possam indicar ameaças internas. Essa prática garante que as políticas permaneçam eficazes e se adaptem aos riscos emergentes.
- Limite o acesso privilegiado: Implemente medidas para restringir a duração do acesso privilegiado, garantindo que os funcionários que precisam de acesso elevado temporariamente o recebam apenas pelo tempo necessário. Isso reduz as chances de roubo de dados de usuários com privilégios desnecessários. Auditar e revisar esses níveis de acesso regularmente ajuda a manter uma postura de segurança forte.
- Audite e revise as políticas de segurança regularmente: Auditorias e revisões regulares das políticas de segurança são fundamentais para manter sua eficácia contra as ameaças em evolução. Ao avaliar e atualizar essas políticas consistentemente, as organizações podem identificar pontos fracos e garantir a conformidade com as regulamentações relevantes, promovendo uma cultura de segurança proativa.
Para combater ameaças internas de maneira eficaz, as organizações precisam de ferramentas robustas que monitorem as atividades dos funcionários e detectem sinais precoces de comportamento malicioso. O Firewall Analyzer da ManageEngine demonstrou ser um ativo valioso para administradores de segurança de rede em todo o mundo, oferecendo recursos como:
- Monitoramento do uso da Internet pelos funcionários para rastrear comportamento online anormal ou suspeito.
- Monitoramento de URLs para identificar acesso a sites não autorizados ou arriscados.
- Monitoramento de mudanças para detectar alterações incomuns de configuração que podem indicar atividade maliciosa de usuários internos.
Ao implementar essas soluções, as organizações podem se proteger melhor contra ameaças internas. Teste o Firewall Analyzer gratuitamente por 30 dias.
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